Anúncio de paralisação de médicos da rede municipal de Petrolina gera controvérsia entre sindicato e prefeitura

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Os médicos da rede municipal de Petrolina decidiram fazer uma paralisação de advertência de 48 horas, que acontecerá na próxima segunda (10) e terça-feira (11). Até aí, tudo bem. A controvérsia gerada pela decisão da categoria, desta vez, está na justificativa. A entidade representativa dos médicos (Simepe) alegou “descaso” da administração municipal em relação à pauta de reivindicações, que vem sendo discutida há meses.

A gota d’água foi o adiamento de uma reunião prevista entre sindicato e prefeitura, na última segunda (3), a qual teve de ser reagendada devido a um compromisso da secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque.

A entidade afirmou que o adiamento foi feito de forma “unilateral, desconsiderando um compromisso firmado no último dia 15 de maio”, criticando a “ausência de respostas” por parte da prefeitura. A administração discorda.

Sobre a paralisação dos médicos agendada para os dias 10 e 11 deste mês, a Prefeitura de Petrolina informa que desde o início da gestão vem mantendo o diálogo com a categoria. A prefeitura comunicou ao Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), por meio de ofício e telefone, a necessidade de adiamento da reunião agendada para a última segunda-feira (3), por motivo de viagem da secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque. A Prefeitura de Petrolina estranha o posicionamento do sindicato, já que ao ser informado do adiamento demonstrou total compreensão”, diz a nota da administração.

Diálogo

Quanto ao diálogo com a categoria, a prefeitura informou ainda que na segunda-feira enviou ofício (foto) ao Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp) informando que, mesmo em um cenário de dificuldades financeiras, ficaria estabelecido um reajuste de 5%, a partir da folha do mês de julho, para as categorias de leis específicas. O mesmo ofício também foi encaminhado ao Simepe. “Respeitamos e reconhecemos o direito de greve ou qualquer manifestação democrática de direito, contudo, lamentamos a postura adotada por esta representatividade, no momento em que a gestão atual busca o diálogo e a valorização dos seus servidores”, encerra a nota.

Paralisação

No encontro da última terça (4), os médicos deliberaram pela paralisação geral dos serviços da Estratégia de Saúde da Família, AMEs, além dos centros de especialidades. Na próxima segunda, o Simepe participará da reunião junto às secretarias municipais de saúde, administração e planejamento. Na oportunidade, a categoria ainda foi informada que serão realizadas fiscalizações nas unidades de saúde da cidade pelo Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e Simepe. As datas e locais ainda não foram definidos.

3 COMENTÁRIOS

  1. o que acontece é que a prefeitura pra arrumar dinheiro pro sao joao foi ligeiro demais e pra dar um reajuste de 5% a categoria é essa morosidade toda… entao população tirem suas proprias conclusões.

  2. Funcionário público pedindo aumento não é novidade. Eficiência no serviço público? É um delírio! E assim anos após anos o governo fecha suas contas no vermelho. E quem paga essa conta? O bom e velho contribuinte.

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