‘Amor Sem Violência’: Secretaria da Mulher de PE lançará em Petrolina campanha para combater assédio em ônibus

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A Secretaria da Mulher de Pernambuco, juntamente com a Secretaria da Mulher de Petrolina, vai lançar na maior cidade do Sertão do Estado uma campanha para encorajar mulheres a denunciar abusos sexuais em transporte público. A ação, que ainda não tem data confirmada para ser lançada, também pretende sensibilizar passageiros a defender a vítima.

De acordo com a diretora-geral de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Estado, Bianca Rocha, a demanda chegou até a Secretaria através do programa ‘Pacto pela Vida’. “A demanda chegou numa das reuniões do Pacto pela Vida e saiu como encaminhamento para que a Secretaria da Mulher realizasse a campanha aqui em Petrolina. Já recebemos sinal positivo e estamos com a representante da associação dos transportes públicos para deflagramos essa campanha e podermos diminuir essa problemática aqui na cidade”, adiantou.

A campanha de combate à violência em coletivos já é realizada no Recife e em outras cidades da Região Metropolitana da capital. A iniciativa ressalta que o assédio é crime e pode ser enquadrado como “importunação ofensiva ao pudor” e até “estupro”, que podem levar o autor à prisão.

Cartilhas com explicações sobre assédio e o passo a passo para as mulheres reagirem e denunciarem deverão fazer parte da campanha, que também vai trazer cartazes dentro dos ônibus alertando as pessoas sobre esse tipo de crime. “O abuso sexual no transporte público é crime, dá cadeia e a mulher deve denunciar. Essa campanha objetiva, para além da gente conseguir autuar e prender o agressor, alertar a população que isso precisa acabar, que a gente precisa denunciar e que a mulher precisa pedir ajuda”, explicou Bianca.

Denúncias

A Campanha ‘Amor sem Violência’, idealizada pelo Blog do Carlos Britto, em parceria com a prefeitura de Petrolina, através da Secretaria da Mulher, também encoraja mulheres a denunciar casos de violência através do número 180 (central de atendimento para casos de violência contra a mulher) e do tradicional 190.

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