Aero e Professor Gilmar saem da ‘trégua’ após pedido de informações sobre servidores concursados

por Antonio Carlos Miranda // 22 de novembro de 2022 às 17:15

Fotos: Nilzete Brito/Ascom CMP

Depois de uma ‘trégua’ na Casa Plínio Amorim, o presidente da Mesa Diretora, vereador Aero Cruz (MDB), e o oposicionista Professor Gilmar Santos (PT) voltaram a trocar palavras ásperas na sessão plenária desta terça-feira (22). Gilmar vinha cobrando insistentemente, por meio de ofícios ou mesmo em entrevistas concedidas à imprensa local, “transparência” do seu colega na administração da Casa.

Durante a sessão, Aero aproveitou à bancada governista para aprovar o requerimento 580/22, de autoria de Gilmar, pelo qual pede informações sobre o concurso público realizado pela Câmara de Vereadores em 2019, o número de servidores até agora convocados, a validade do certame e a proporção entre efetivos e contratados pelo Poder Legislativo. Gilmar pediu celeridade na convocação de novos aprovados. O requerimento passou por 13 votos a zero.

Mas Aero não deixou barato em sua justificativa. Primeiro, deixou claro já ter chamado 16 aprovados no concurso, mas alguns deles desistiram de assumir seus cargos por terem sido aprovados em outros concursos. No entanto, para convocar outros é necessário seguir trâmites legais. Sobre os cargos contratados, o presidente disse que o percentual não é calculado em cima dos efetivos, porque os funcionários que atuam nos gabinetes dos vereadores são contratados “por livre arbítrio” dos vereadores. “O vereador faz essa politicagem porque não tem o que mostrar”, provocou, referindo-se a Gilmar.

Contra-ataque

O oposicionista também usou um tom duro para rebater as críticas de Aero. Segundo Gilmar, em dois anos de administração ele nunca prestou conta dos R$ 26 milhões gerados pela Casa (entre receitas e despesas). O vereador destacou ainda ser favorável à modernização do Legislativo, mas isso tem de servir ao povo de Petrolina “porque esse dinheiro não é de nenhum vereador, é da população”, frisou. Sobre o concurso, Gilmar afirmou que só aconteceu por pressão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), já que as contratações na Câmara se davam “em um ambiente de irregularidades”.

Momentos antes de encerrar a sessão, Aero voltou a alfinetar o oposicionista. Primeiro, em relação a Sala de Convivência dos vereadores, recém-inaugurada, ele justificou que o espaço não foi entregue antes porque havia uma portaria em vigência na Casa determinando a realização de solenidade nesse sentido apenas depois das eleições. Quanto ao MPPE, o que houve foi uma recomendação em relação ao concurso, e ele deverá responder em tempo hábil sobre todas as convocações dos servidores. “Nosso trabalho nós estamos fazendo”, finalizou.

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