Missões internacionais destacam organização e transparência das Eleições 2026

por Antonio Carlos Miranda // 31 de outubro de 2026 às 17:44

Foto: Nelson Jr./Secom TSE

As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) que acompanharam o 2º turno das Eleições Gerais de 2026 reconheceram a capacidade técnica e organizacional da Justiça Eleitoral brasileira, destacando a transparência dos procedimentos e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. As avaliações constam de relatórios elaborados após o acompanhamento de diferentes etapas do processo, desde a preparação das urnas até a totalização dos votos.

Convidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), organizações nacionais e internacionais acompanharam a votação, os procedimentos de fiscalização e auditoria e a divulgação dos resultados. A observação independente integra as iniciativas de transparência da Justiça Eleitoral e permite que representantes de instituições especializadas avaliem o processo e apresentem recomendações para seu aperfeiçoamento.

Entre as organizações internacionais que acompanharam o pleito, estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP), o Carter Center, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e o Parlamento do Mercosul (Parlasul). Também participaram missões nacionais, como a Transparência Eleitoral Brasil, e representantes de instituições acadêmicas.

“A Justiça Eleitoral brasileira é única e única no sentido de eficiência e de estratégia de fazer com que a vontade do eleitor seja aquela exatamente depositada nas urnas. Então, a impressão, a avaliação do comparecimento de interlocutores internacionais, de organismos tão potentes, é muito positiva porque eles vão comunicar ao mundo a eficiência do nosso sistema”, destacou a diretora de Assuntos Internacionais do TSE, juíza Renata Gil.

Organização e transparência 

Em relatório divulgado nesta semana, a Missão de Observação Eleitoral da OEA reconheceu o profissionalismo das equipes técnicas da Justiça Eleitoral, dos mesários, das forças de segurança e das demais instituições envolvidas nas eleições. A organização apontou que as atividades preparatórias transcorreram, em geral, dentro do calendário previsto e em ambiente de tranquilidade, além de destacar a capacidade técnica e logística do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

No 2º turno, a missão reuniu 88 observadores de 22 nacionalidades, que acompanharam o processo em 21 unidades da Federação, no Distrito Federal e em cinco cidades no exterior. Nos dois turnos, a OEA mobilizou 179 observadores, formando sua maior Missão de Observação Eleitoral internacional já realizada no Brasil.

Os resultados divulgados pelo TSE coincidiram com as informações coletadas em campo, e a missão declarou não ter dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais. A organização também registrou dificuldades relatadas no acesso ao transporte público gratuito e recomendou ampliar a coleta e a divulgação de informações sobre candidaturas de pessoas indígenas, negras e quilombolas, incentivar a formação política de lideranças desses grupos e fortalecer a fiscalização das regras de financiamento de campanha e de acesso à propaganda eleitoral gratuita.

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