Enquanto Lula dribla PE e vai para Interior de MG, aliados de João Campos apostam em outras agendas

por Carlos Britto // 16 de setembro de 2026 às 07:20

Foto: Karol Rodrigues/DP arquivo

Pernambuco virou peça de xadrez que ninguém quer mexer. Enquanto a militância do PSB tentava emplacar a narrativa de que Lula (PT) desembarcaria no estado nesta quinta-feira (17) para reforçar a candidatura de João Campos ao governo do Estado, a agenda real do presidente aponta para bem longe daqui: Teófilo Otoni e Montes Claros, no Interior mineiro.

O cálculo de Lula é frio e pragmático: metade do eleitorado que vota nele em Pernambuco também declara voto em Raquel. Nacionalizar a disputa estadual, colocando o presidente para fazer campanha explícita por João Campos, é receita para perder votos dos dois lados, e ninguém em Brasília quer pagar essa conta por um candidato que, sozinho, não descola nas pesquisas.

Não é a primeira vez que o PSB vende otimismo sobre uma visita presidencial que nunca vem: em 2022, Danilo Cabral passou a campanha inteira prometendo Lula e terminou em quarto lugar.

Enquanto isso, Lula prioriza Minas Gerais, onde uma pesquisa Quaest recente mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à frente dele pela primeira vez na corrida presidencial. Ou seja: o presidente tem incêndio para apagar no próprio quintal eleitoral e não vai queimar capital político bancando sozinho o vice-líder nas pesquisas em Pernambuco.

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