Até onde vai a intolerância humana contra os animais?

por Karem Rodrigues (Com supervisão de ACM) // 08 de setembro de 2026 às 16:30

Foto: WhatsApp / Divulgações

Casos de violência e maus-tratos contra animais têm despertado preocupação entre moradores de Petrolina. Além da crueldade contra os animais, episódios dessa natureza também geram apreensão quando acontecem em áreas residenciais, onde crianças, famílias e outros moradores circulam diariamente. Foi nesse cenário de preocupação que um caso registrado na Cohab V provocou revolta na comunidade.

A sensação de insegurança aumentou após um cachorro de rua ser baleado por um homem que estaria armado. O caso aconteceu no último domingo do mês de agosto, na Rua Roberto Patrícia Araújo, nas proximidades da entrada da Escola Humberto Soares. Segundo relatos de testemunhas, um homem ainda não identificado caminhava pela rua acompanhado de uma cadela quando um cachorro que circulava pela região se aproximou para cheirá-la. Nesse momento, conforme os relatos, o homem teria efetuado um disparo contra o animal.

Ainda segundo moradores, o cachorro era dócil e medroso e costumava circular tranquilamente pela localidade. O episódio provocou revolta entre pessoas que acompanham e cuidam dos animais da região, além de preocupação pelo fato de um homem armado ter efetuado um disparo em uma área residencial próxima a uma escola. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê punição para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. No caso de cães e gatos, a legislação estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda. A população pede que o caso seja investigado e que o responsável pelo disparo seja identificado. Moradores também cobram medidas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer no local.

Quem pratica um ato abominável dessa natureza contra um ser vivo indefeso, também pode perfeitamente cometer um crime contra uma pessoa. O clamor da sociedade não pode ser mais ignorado. A intolerância humana contra os animais passou dos limites, mas ainda há tempo de dar um freio nisso. Basta que as medidas não cheguem em velocidade de tartaruga. E sejam, de fato, cumpridas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Últimos Comentários