Espetáculo alerta estudantes de Petrolina sobre violência de gênero

por Antonio Carlos Miranda // 28 de agosto de 2026 às 21:35

Foto: Deivid Menezes/Ascom PMP/SEDUCE

A musicalidade da cantoria do repente, mesclada a um estilo tradicional nordestino, fantoches, caracterização e muito carisma. Este é o universo que compõe a peça ‘O Reino das Cartas Vivas’, que leva importantes discussões sobre o respeito às diferenças para as escolas municipais de Petrolina. O espetáculo do Projeto Moringa, criado por Jorge Braz, é uma comemoração aos 20 anos de criação da Lei Maria da Penha e dialoga com o tema da rede municipal 2026, o ‘Maria Vai à Escola: pelo fim da violência contra a mulher’. De forma lúdica, cerca de  7,5 mil estudantes, do 1º ao 5º ano, estão aprendendo sobre equidade de gênero, respeito aos limites e as diferenças.

Com 30 apresentações, o espetáculo irá circular pelas unidades municipais ao longo dos meses de agosto e setembro. “Me aprofundei bastante no projeto Maria Vai à Escola e no contexto da Lei Maria da Penha. O teatro dentro da educação, vem com o mesmo papel de um livro, para reforçar conhecimento, marcar atitudes e determinar conceitos“, comenta o escritor e produtor do espetáculo.

A construção do espetáculo surge também a partir da provocação da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (SEDUCE), que já trabalha sobre a importância do combate à violência contra a mulher, envolvendo no debate a comunidade escolar como um todo, incluindo profissionais, estudantes e famílias. O Reino das Cartas Vivas é apresentado a estudantes para discutir sobre a importância de dizer “não”, de saber ouvir o outro e também poder contar sobre incômodos e desconfortos para pessoas de confiança.

Através da cantoria do repente, a Rainha (interpretada por Fabiana Santiago) e o Coringa (vivido por Alexandre Granja) soltam a voz e são prontamente acompanhados pelas crianças. “É muito bom ver os olhinhos brilhando e entendendo a mensagem que a gente quer passar com o espetáculo“, comenta a cantora Fabiana Santiago. A discussão vem ganhando força e resultado. Felipe Bernardo, aos 10 anos de idade, já entende que as mulheres são livres e merecem respeito. “Todos têm direitos iguais. Minha prima mesmo, Heloísa, joga futebol. Não tem problema. Meninas podem fazer tudo“, afirmou o garoto.

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