A sessão plenária dessa quinta-feira (27) teve mais um embate entre governistas e oposicionistas na Câmara Municipal de Petrolina. A pauta da vez, que gerou polêmica na Casa Plínio Amorim, foi o Projeto de Lei (PL) nº 015/2026, que dispõe sobre as Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), responsável por nortear a Lei Orçamentária 2027 – que ainda deverá ser votada na Casa Plínio Amorim.
O barulho já começou a partir da rejeição de três emendas à matéria (uma aditiva e duas substitutivas), todas de autoria do integrante da oposição, vereador Dhiego Serra (PL). As emendas de Serra seriam para reduzir o percentual de remanejamento orçamentário a que o prefeito Simão Durando tem direito, sem pedir autorização ao Poder Legislativo.
Com uma previsão de mais de R$ 2,4 bilhões no Orçamento do ano que vem, Simão poderia remanejar algo em torno de R$ 740 milhões (ou seja, 30%) sem passar pela Casa. Serra queria que esse remanejamento fosse de apenas 15%. No entanto, as três emendas foram rejeitadas ainda quando tramitavam na Comissão de Finanças, o que levou o oposicionista a tecer duras críticas no plenário ao dizer que o rito regimental “foi desrespeitado”. Ele também não poupou a bancada governista, afirmando que os aliados estão “dando um cheque em branco” ao prefeito, o qual não precisará enviar à Câmara Municipal certos projetos referentes a despesas do município.
Relator da Comissão de Finanças do Legislativo, Manoel da Acosap (UB) refutou as críticas de Serra. Segundo o governista, o parecer da Comissão dado às emendas “foi técnico, não político”.
Mais embate
Líder da bancada da oposição, o Professor Gilmar Santos (PT) justificou que não está sendo contra o projeto do orçamento público, mas à forma como está sendo direcionado pelo governo. Ele sugeriu ainda que alguns integrantes da gestão estariam enriquecendo de forma ilícita, e questionou a origem do patrimônio. No entanto, não deu nome aos bois.
Foi a vez de outro governista, Ronaldo Cancão (Republicanos), fazer a defesa da gestão municipal. Primeiro, enalteceu a trajetória do seu grupo político, do qual disse ter orgulho. Também destacou que possui uma conduta ilibada na vida pública e pediu respeito ao colega de Legislativo. Sobre as emendas rejeitadas, Cancão ironizou afirmando que “tem vereador que deveria estar Escolinha do Professor Raimundo”. De acordo com Cancão, as emendas dos vereadores vão entrar na Lei Orçamentária Anual (LOA), que ainda será analisada pela Casa até o final do ano. O projeto da LDO, ontem, recebeu 17 votos a favor – tanto na primeira quanto na segunda votação.


