A recente definição da chapa do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado, na disputa eleitoral de 2026, foi alvo de comentários do presidente do PL de Petrolina e candidato a deputado federal, Carlos Britto. Em entrevista concedida ao Programa Edenevaldo Alves na manhã desta quinta-feira (13), Britto (PL), lamentou a ausência de um representante do Sertão nas suplências da candidatura de Eduardo da Fonte (PP), que terá Carlos Andrade Lima (União Brasil) como primeiro suplente, e Irmã Jane como segunda.
Para Britto, a composição ignora o peso político e a relevância histórica da região. “Quando [Miguel Coelho] não foi escolhido [para a vaga ao Senado], eu senti, porque o Sertão precisava dessa representação. Agora que ele teve a oportunidade de indicar, infelizmente, trouxe alguém do Recife. O que essa pessoa tem de ligação com a gente? Quantos anos lutou ao lado do grupo político? Que história e que legado construiu conosco?”, questionou.
Britto defendeu que nomes com trajetória consolidada na região seriam escolhas naturais para fortalecer a chapa. Ele citou nominalmente a vereadora de Petrolina, Maria Elena, como uma figura de inegável representatividade. “Ela é uma representante histórica do grupo, tem tamanho político e merecia essa oportunidade”, afirmou Britto. Além de Maria Elena, ele estendeu a reflexão a outras lideranças sertanejas de peso, como os vereadores Zenilton do Alto do Cocar e Osório Siqueira (presidente da Câmara Municipal), além do ex-prefeito de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé.
Embora a indicação de Andrade Lima tenha sido articulada pelo grupo de Miguel para consolidar o apoio à candidatura de Dudu da Fonte na federação União Progressista, Britto expõe a percepção de um distanciamento e falta de valorização das capitais em relação às demandas e ao capital político construído no Sertão.


