A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), consolidou uma importante iniciativa na política estadual de prevenção social à violência com o financiamento de 16 projetos voltados especificamente para as juventudes étnico-raciais. Executadas por Organizações da Sociedade Civil (OSCs), as ações recebem aporte total de investimentos direcionados a jovens negros, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em todas as regiões do estado.
A iniciativa integra o Chamamento Público nº 003/2025 e contempla territórios na Região Metropolitana do Recife, Zonas da Mata Norte e Sul, Agreste e Sertão. Cada projeto selecionado recebe até R$ 100 mil para desenvolver ações estruturadas por meio de oficinas socioculturais, cursos profissionalizantes e atividades formativas, com foco absoluto na valorização da identidade étnico-racial, no protagonismo juvenil, na cidadania e na cultura de paz.
Para a Secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueirêdo, a parceria com a sociedade civil é estratégica para garantir a efetividade das ações nos territórios prioritários. “Estamos investindo em iniciativas que atuam diretamente nas causas estruturais da violência, fortalecendo o protagonismo juvenil negro e indígena e ampliando oportunidades para quem mais precisa. É uma política que reconhece a potência dos territórios e das juventudes étnico-raciais pernambucanas“, destacou.
Impacto
A capilaridade do edital permite que as ações dialoguem diretamente com as realidades locais e as urgências de cada região. No Cabo de Santo Agostinho, por exemplo, a Associação de Pequenos Produtores Rurais e Quilombolas Onze Negras desenvolve oficinas de conexão sociocultural e cursos profissionalizantes.
“Quando uma comunidade se fortalece, todo mundo ganha. Antes não tínhamos nada e, hoje, nossas 1.600 famílias contam com cozinha comunitária, escola, creche e espaço cultural. Com o investimento do projeto vamos poder acabar com a ansiedade dos nossos jovens da zona rural e oferecer, para eles, cursos de Capoeira, Dança Afro, manicure e oficinas para o primeiro emprego“, pontuou a presidente da associação, Maria José de Fátima da Silva Barros.
Diversidade
As propostas contemplam recortes fundamentais para a redução das desigualdades e a inclusão social, abrangendo áreas como justiça climática, economia criativa, inovação tecnológica, preservação de saberes tradicionais e direitos humanos:
Região Metropolitana do Recife – Destacam-se o CESAR, com foco na educação científica e tecnológica de pessoas negras e indígenas com ênfase em mulheres de comunidades tradicionais, e a Associação Amigos de Nossa Senhora da Conceição (Paulista), unindo arte, identidade e profissionalização. O edital também contempla a Refavela – Rede de Favelas de Pernambuco e o Instituto Semear Casa da Comunidade (Recife), além do Instituto de Integração Social André Simplício (Olinda);
Zona da Mata – A ONG ‘História Viva’ atua em cinco municípios (Barreiros, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Rio Formoso e Sirinhaém) com acompanhamento pedagógico e formação sociocultural. A região também conta com o Gris Espaço Solidário (Paudalho e Glória do Goitá) e a Associação Social Paróquia Palmares (Palmares);
Agreste – O Centro de Educação Popular Comunidade Viva (COMVIVA) atua em Caruaru, seguido pelo Centro Raízes (Cupira) e pela SAIJA (Altinho), promovendo a prevenção à violência por meio da cultura e da qualificação profissional.
Sertão – Em Petrolina, a Associação Beneficente Aliança do Bem (Projeto Juventude em Movimento) e o CESOLOR (Projeto Raízes do Futuro) desenvolvem ações voltadas à formação cultural, esportiva e profissional, englobando juventudes negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.


