O leitor do Blog, Marcelo Damasceno, faz neste artigo uma análise crítica sobre o comportamento de grupos que cercam candidaturas em momentos de dificuldade eleitoral, destacando como a tentativa de esconder resultados desfavoráveis pode contribuir para o distanciamento da realidade e para o agravamento de uma derrota. Confira:
Não há espetáculo mais decadente do que o declínio de uma candidatura cercada de puxa-sacos. Quando o naufrágio é iminente, em vez de encararem os fatos com a dignidade de quem respeita a realidade, os bajuladores preferem redobrar a dose de ilusão.
É a cegueira seletiva elevada ao estado da arte: trocam a estratégia pelo cinismo e a verdade pelo confete.
O puxa-saco não trabalha pela vitória da causa; ele trabalha para garantir o próprio espaço no gabarito. Para ele, a verdade é uma ameaça. Agradar o chefe torna-se mais importante do que vencer a eleição. Criam um ecossistema de validação mútua onde o fracasso é maquiado como “estratégia genial” e a rejeição popular é tratada como detalhe. Preferem afundar abraçados à ilusão a ter a coragem de dizer: estamos perdendo.
Quando a realidade das ruas escancara o inevitável, entra em ação o expediente clássico da pilantragem:Inventar vitórias paralelas: Criam dados fantásticos e cenários idílicos para alimentar a militância e anestesiar o candidato. Terceirizar a culpa: A derrota nunca é fruto da incompetência, da falta de propostas ou do desgaste; a culpa é sempre de “forças ocultas” ou de teorias mirabolantes.Apelar para o desespero: Quanto mais perto do abismo, mais agressiva e mentirosa se torna a retórica. A falta de argumentos vira baixaria.
O grande problema de viver de aplausos encomendados é que o eleitor não faz parte da claque. A urna não lê relatório de assessor, não se impressiona com tapinha nas costas e não perdoa a arrogância. A ruína desse tipo de adversário é justamente acreditar na própria propaganda.
A grande ironia: O bajulador é o primeiro a pular do barco quando a água bate no pescoço. O mesmo pilantra que hoje inventa inverdades para anestesiar a derrota será o primeiro a procurar um novo padrinho para aplaudir amanhã.
No fim das contas, a incapacidade de reconhecer a derrota iminente não é só fraqueza política: é pequenez moral. A realidade não se curva a puxa-sacos; ela simplesmente os atropela na hora da apuração.
E AQUI VOCÊS SABEM DO QUE SE TRATA. Marcelo Damasceno



Os puxa-saco sabem que estão mortos, agora eles ficam aplaudindo e sorrindo até no último suspiro, se não vão para o olho da rua ganhar bolsa família.