Petrolina vira polo de pesquisas em sementes e genética agrícola

por Karyne Ramos // 14 de junho de 2026 às 10:15

Foto: Reprodução

Petrolina passa a ganhar ainda mais destaque no agronegócio nacional com a expansão da unidade da GDM, multinacional especializada em genética vegetal. A empresa transformou a estação localizada no município na primeira unidade multicultura do grupo no mundo, fortalecendo pesquisas com diferentes culturas agrícolas.

Como parte da reorganização da estrutura de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil, a companhia transferiu para Petrolina as atividades do berçário de pesquisa de soja que antes funcionavam em Porto Nacional, no Tocantins. Com isso, a unidade pernambucana passa a concentrar estudos com soja, milho, sorgo, girassol e trigo.

Segundo a GDM, a estação experimental de Petrolina ampliou sua área física em 125%, passando de 200 para cerca de 450 hectares destinados à pesquisa agrícola. Com a expansão, a unidade será responsável pela geração de 1,5 milhão de parcelas multicultura semeadas, abastecendo programas de melhoramento genético em escala internacional. De acordo com a empresa, as condições climáticas e geográficas do Sertão pernambucano oferecem um ambiente adequado para o desenvolvimento seguro de germoplasmas e para a realização de testes rápidos com materiais genéticos vindos de diferentes regiões do país.

A transição amplia a escala das operações na região e reforça o papel da unidade pernambucana como um hub integrado de inovação. A integração das atividades permite otimizar recursos, promover maior proximidade entre equipes e intensificar a troca de conhecimento entre diferentes culturas”, afirmou Murilo Viotto Del Conte, BR Nursery Executive Manager da GDM.

A expansão da estrutura também deve fortalecer o agronegócio regional e atrair novos profissionais especializados para o Nordeste. Segundo a companhia, a consolidação das operações em Petrolina faz parte de um plano de crescimento baseado em investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoas.

A consolidação da estrutura acompanha um plano de crescimento consistente, que combina investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoas. Com isso, a GDM reforça seu papel como agente de transformação no território em que atua, conectando ciência de ponta à realidade local”, destacou Paulo Roberto Scaranello, Global Facilities & HSE Executive Manager da GDM.

Atualmente, a GDM atua em 16 países e conta com cerca de 4.800 colaboradores, desenvolvendo pesquisas e comercializando produtos voltados à genética vegetal para culturas extensivas.

A transferência das pesquisas para Petrolina acompanha o crescimento da região do Matopiba — formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e de levantamentos do setor apontam que a produção de grãos na região cresceu 84,32% na última década, com média anual de expansão de 8,43%.

O destaque é a soja, cuja produção no Matopiba avançou 114% nas últimas dez safras, reforçando a demanda por sementes mais produtivas e adaptadas às condições climáticas do Cerrado. A expectativa é de que o Brasil alcance uma safra recorde de 358 milhões de toneladas de grãos, impulsionada principalmente pela soja, que pode atingir 179,7 milhões de toneladas. Esse cenário amplia a importância da pesquisa genética e do desenvolvimento de novas variedades para sustentar o crescimento da agricultura brasileira. (Fonte: Movimento Econômico)

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