Após a exoneração de uma professora da rede municipal de ensino de Juazeiro (BA), o leitor Nilton Miranda manifestou sua indignação, por meio de uma nota, sobre a situação e faz um apelo por mais sensibilidade no tratamento dos profissionais da educação. No texto, o autor relata ter acompanhado a professora ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) após a exoneração e critica a decisão, afirmando que educadores merecem acolhimento e respeito, especialmente em momentos de fragilidade.
Confira a nota na íntegra:
Um apelo por humanindade na educação de Juazeiro
É com profunda tristeza e angústia que venho a público compartilhar um fato doloroso que presenciei e que diz respeito a todos nós, cidadãos de Juazeiro. Recentemente, acompanhei uma professora do nosso município até o CAPS, após ela ser surpreendida por um relatório de uma gestora municipal que resultou em sua exoneração. Em apenas um segundo, apagaram 14 anos de dedicação dessa profissional à sala de aula.
A demissão de uma professora que se encontra doente revela uma grave falta de empatia e humanidade. Foi dilacerante ver uma servidora que tanto fez pela nossa cidade ser tratada como “descartável”. O sofrimento estendeu-se também à sua mãe, uma mulher que dedicou 42 anos da sua vida à educação do nosso município e que assistiu, angustiada, a toda essa situação diante da equipe de saúde.
Durante todo o processo no CAPS — desde o acolhimento até o atendimento médico —, ficou constatada e comprovada uma dura realidade: A Scretaria de Educação demitiu uma professora doente.
Felizmente, no CAPS ela encontrou o cuidado e o respeito que lhe foram negados pela Seduc. Quem dedica a vida a ensinar e a cuidar do futuro das nossas crianças merece acolhimento e proteção do poder público, e jamais o descarte em um momento de fragilidade.
Que a sociedade de Juazeiro reflita sobre como nossos educadores estão sendo tratados.
Nilton Miranda Souza
O Blog encaminhou a nota para a Secretaria de Educação de Juazeiro (Seduc) e aguarda esclarecimentos dos fatos citados.


