São João oficial de Petrolina volta à berlinda na Câmara Municipal

por Antonio Carlos Miranda // 12 de junho de 2026 às 07:14

Fotos: Nilzete Brito/Ascom CMP

O tema é batido, mas sempre rende controvérsia na Câmara Municipal de Petrolina. A uma semana da abertura oficial, os festejos juninos da cidade foram alvo de críticas por parte da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim.

O assunto foi levado à Tribuna Livre, na sessão plenária de ontem (11), pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT), o qual levantou uma série de questionamentos – a começar pelo fato de o evento ser realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e não pela de Cultura.

Professor Gilmar argumentou que os recursos oriundos dos petrolinenses para a organização do evento não podem ser voltados para “privilegiar” certos segmentos privados.  Ronaldo Silva (PSDB), colega de bancada do vereador, acrescentou também que o público que prestigia os festejos vira “refém” dos interesses mercantilistas dos patrocinadores, porque não podem transportar bebidas em seus coolers para consumi-las no Pátio Ana das Carrancas, onde a programação oficial do evento é realizada.

Em contrapartida, o governista Ronaldo Cancão (Republicanos) alegou a geração de renda e os milhares de empregos criados pelo São João de Petrolina, e lamentou que as críticas da oposição direcionam-se apenas para “denegrir e diminuir” a importância do evento. O debate de ontem na Casa do Povo pode ser conferido no link disponibilizado pelo Blog.

São João oficial de Petrolina volta à berlinda na Câmara Municipal

  1. Lima disse:

    Parabenizo o São João de Petrolina como o melhor São João privado do Brasil, só vai quem tem condições finaceira. Um pai de família assalariado não tem condições nem de passar em frente com seus filhos pois tudo é caro a começar pelo estacionamento. São João tradicional onde as famílias participam tem em Caruaru e Campina Grande.

  2. Sempre Atento disse:

    Não voto em Gilmar e nem no PT, mas nessa ele tá certo,esse São João de Petrolina é uma máfia poderosa, só quem tem o poder de venda São os amigos do rei,pior o povo é obrigado a beber o que não quer, pois não tem opção, tem muito money rolando escondido para o bolso de alguns.

  3. Cadê o MP ? disse:

    Quem é servidor de Petrolina talvez nunca tenha reparado, mas basta clicar em “Contracheque” no site oficial da prefeitura (petrolina.pe.gov.br) para cair direto no sistema da Consiglog (saec.consiglog.com.br).
    É essa empresa que opera a gestão da margem consignável da folha do município, ou seja, é por dentro do sistema dela que passa todo empréstimo consignado do funcionalismo local.
    A Consiglog pertence a João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, e é associada a Augusto Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master, o banco de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e hoje no centro de uma das maiores investigações de fraude financeira do país.

    A própria Reag também foi liquidada pelo BC em janeiro, após virar alvo de operação da PF sobre o esquema do Master. O modelo era casado: o mesmo grupo emprestava ao servidor e controlava o sistema que administra a folha e a margem de quem toma o empréstimo.

    A outra ponta do esquema é a que deveria tirar o sono de todo mundo: a previdência. O Master captou pelo menos R$ 4,4 bilhões de institutos de previdência de estados e municípios antes de quebrar, com promessas de rentabilidade gorda e, em vários casos, sob suspeita de propina a gestores.

    Esta semana foi a vez de Pernambuco: a PF deflagrou a Operação Take Over sobre o fundo de previdência de Paulista, que aplicou mais de R$ 3 milhões em letras financeiras do Master em decisões que teriam contrariado as normas de governança de recursos previdenciários.

    Diante disso, a pergunta que Petrolina precisa fazer é simples: onde está aplicado o dinheiro do IGEPREV, o instituto que guarda a aposentadoria dos servidores municipais? Não há, até aqui, qualquer indício público de aplicação do IGEPREV no Master, e tomara que continue assim. Mas, num cenário em que a empresa que opera a folha do município é ligada ao grupo do banco quebrado, e em que fundos municipais Brasil afora caíram nessa armadilha, o mínimo é que o instituto apresente publicamente sua carteira, e que Câmara, sindicato e Tribunal de Contas confiram. Os relatórios de investimento (DAIR) são públicos por obrigação legal. Enquanto isso, imprensa e oposição comem mosca focando na quadrilha do São João enquanto uma verdadeira quadrilha pode estar dançando outra dança!

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