Uma mãe denunciou que o filho, de 9 anos, estaria sendo vítima de agressões físicas, bullying e preconceito dentro da Escola José Padilha, no bairro Alto do Cruzeiro, em Juazeiro (BA). O estudante, que cursa o 3º ano e está em investigação para TDAH e autismo, sofre episódios frequentes de violência dentro da unidade escolar.
Segundo o relato, a família tentou resolver a situação inicialmente com a professora da turma, que teria afirmado que tomaria providências. No entanto, os ataques continuaram e, de acordo com a denúncia, chegaram a ultrapassar o ambiente escolar. A mãe afirma que dois alunos foram até a porta de sua casa para ofender o menino com xingamentos.
Ela também relata que o filho foi espancado dentro da escola e que, ao procurar novamente a direção, recebeu a orientação de resolver o problema diretamente com os pais das outras crianças, já que parte das ofensas ocorreu fora da unidade.
Ao solicitar acesso às câmeras de segurança, a responsável afirma que as imagens mostrariam o garoto apenas sentado enquanto era agredido. “Disseram que ele bateu primeiro, mas nas imagens ele aparece apenas apanhando”, declarou.
A denúncia inclui ainda constrangimentos sofridos por parte de uma professora substituta. “Ele chegou em casa chorando, dizendo que não conseguiu estudar porque a professora gritou com ele e o obrigou a fazer letra cursiva mesmo falando que não sabia”, contou.
Abalada com a situação, a família decidiu afastar o menino das aulas nesta semana. Segundo a responsável, o estudante está machucado emocional e fisicamente. O caso foi levado ao Conselho Tutelar, mas até o momento não houve retorno.
“Antes diziam que meu filho era uma boa criança e nunca havia reclamações. Quando descobri tudo, senti que omitiram o que estava acontecendo. Tenho medo do que pode acontecer se ele reagir”, desabafou.
A redação deixa o espaço aberto para manifestação da escola, e dos órgãos responsáveis.


