Auxiliares que atuam em escolas de tempo integral da Educação Infantil de Petrolina relataram dificuldades enfrentadas no ambiente de trabalho e cobram valorização profissional, melhores condições e reconhecimento salarial. Segundo uma trabalhadora da rede municipal, as auxiliares cumprem jornada de 40 horas semanais atendendo crianças de 0 a 5 anos e, além das funções do cargo, acabam assumindo outras responsabilidades devido à falta de profissionais especializados.
“Hoje nós auxiliamos inclusive crianças com TEA pela ausência de profissionais de apoio e assistentes do AEE enviados pela prefeitura. Isso gera uma sobrecarga muito grande e um desvio de função”, afirmou.
A profissional também destacou que, mesmo diante da demanda e da responsabilidade exercida diariamente nas unidades escolares, as auxiliares recebem apenas um salário mínimo. “É um trabalho essencial para o desenvolvimento e acompanhamento das crianças, mas a remuneração é incompatível com a complexidade da função”, relatou. Outro ponto levantado foi a dificuldade de manter profissionais nas escolas devido aos baixos salários. “Muitos acabam deixando as unidades por conta da baixa remuneração, o que aumenta ainda mais a sobrecarga de quem permanece trabalhando”, disse.
As reclamações também envolvem profissionais da cozinha e da limpeza das unidades escolares. Segundo os relatos, trabalhadores desses setores também recebem apenas um salário mínimo e não estariam recebendo adicional de insalubridade. “Eles trabalham com muita dedicação, esforço e determinação. Merecem reconhecimento. Além disso, há dificuldades até no cronograma semanal de alimentação das crianças”, afirmou a auxiliar.
As profissionais pedem que a situação seja acompanhada pelos órgãos responsáveis e cobram providências voltadas à valorização dos trabalhadores e à melhoria da educação pública municipal. A redação encaminhou a demanda para a Secretaria de Educação de Petrolina e aguarda um posicionamento sobre a situação.


