Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026, aponta ANS

por Carlos Britto // 10 de maio de 2026 às 17:00

Foto: Agência Brasil

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e representam a menor alta registrada nos últimos cinco anos.

Apesar da redução em relação aos anos anteriores, o percentual ainda ficou acima da inflação oficial do país. Em fevereiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou 3,81%. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) costuma criticar reajustes acima da inflação. Já a ANS afirma que a comparação não deve ser feita de forma simples. “O percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, destacou a agência.

Os planos coletivos são aqueles contratados por empresas, associações ou empresários individuais. Diferentemente dos planos individuais e familiares, os reajustes dessa modalidade são definidos por negociação entre a operadora e a pessoa jurídica contratante.

Segundo a ANS, os contratos com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%. Já os planos com até 29 clientes registraram aumento médio de 13,48%. Os dados mais recentes da agência mostram que o Brasil possui cerca de 53 milhões de vínculos de planos de saúde, sendo que 84% pertencem à modalidade coletiva. Em 2025, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado pela área. (Fonte: Agência Brasil)

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