Uma grande polêmica tomou conta de Pernambuco durante a posse do novo presidente da Associação Municipalista do Estado (Amupe), Pedro Freitas, na manhã de ontem (17). Articulados pela entidade, os prefeitos presentes à cerimônia definiram um teto máximo de R$ 350 mil para cachês artísticos em eventos públicos, como São João e Carnaval, a partir deste ano.
A medida busca conter gastos e foi apoiada por 96% dos municípios consultados, servindo como orientação para valorizar artistas e garantir responsabilidade fiscal. Os órgãos responsáveis por monitorar esses recursos vão se pautar nessa determinação.
O assunto ecoou na Assembleia Legislativa (Alepe), levado a plenário pelo deputado Luciano Duque (SD). Mostrando-se contrário aos altos cachês pagos com dinheiro público a artistas e bandas de renome nacional, ele defendeu a criação de um teto de remunerações para atrações contratadas pelo Estado e municípios.
Resta saber se prefeituras como a de Petrolina (Sertão) e Caruaru (Agreste), que têm nos festejos juninos seus eventos de maior porte, conseguirão se adequar a esse teto financeiro. A polêmica só está começando.


