Com apoio de prefeitos, Amupe define teto de R$ 350 mil para cachês de artistas e bandas

por Carlos Britto // 18 de março de 2026 às 18:22

Foto: Miva Filho/Secom-PE

Uma grande polêmica tomou conta de Pernambuco durante a posse do novo presidente da Associação Municipalista do Estado (Amupe), Pedro Freitas, na manhã de ontem (17). Articulados pela entidade, os prefeitos presentes à cerimônia definiram um teto máximo de R$ 350 mil para cachês artísticos em eventos públicos, como São João e Carnaval, a partir deste ano.

 A medida busca conter gastos e foi apoiada por 96% dos municípios consultados, servindo como orientação para valorizar artistas e garantir responsabilidade fiscal. Os órgãos responsáveis por monitorar esses recursos vão se pautar nessa determinação.

O assunto ecoou na Assembleia Legislativa (Alepe), levado a plenário pelo deputado Luciano Duque (SD). Mostrando-se contrário aos altos cachês pagos com dinheiro público a artistas e bandas de renome nacional, ele defendeu a criação de um teto de remunerações para atrações contratadas pelo Estado e municípios.

Resta saber se prefeituras como a de Petrolina (Sertão) e Caruaru (Agreste), que têm nos festejos juninos seus eventos de maior porte, conseguirão se adequar a esse teto financeiro. A polêmica só está começando.

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