
Mesmo com o Lago de Sobradinho estando com apenas 1,65% de sua capacidade total de armazenamento, a Agência Nacional de Águas (ANA) decidiu manter a vazão do reservatório em 900 metros cúbicos por segundo (m³/s). A informação foi divulgada na tarde de hoje (25), após uma audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Senado.
O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, explicou que uma nova reunião para reavaliação da situação na Bacia está marcada para o dia 15 de dezembro, quando o pedido do Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS) de redução da vazão de Sobradinho para 800 m³/s voltará a ser avaliado. “A vazão de Sobradinho deverá ser reduzida para 800 m³/s. Apenas se as chuvas forem muito favoráveis é que as vazões de 900 m³/s serão mantidas”, disse Andreu.
O problema da baixa no Lago e no leito do Rio São Francisco tem afetado, há vários meses, vários municípios baianos, que decretaram situação de emergência. Na semana passada o Governo da Bahia liberou o aporte de R$ 4,5 milhões para dar apoio aos municípios que margeiam o Rio São Francisco. No norte baiano, decretaram situação de emergência, por exemplo, as cidades de Sobradinho, Juazeiro, Sento Sé, Remanso, Casa Nova, Curaçá, Xique-Xique, Pilão Arcado e Rodelas.
Geração de energia
Com 5,6 Megavolts (MVA) de potência instalada, a Companhia de Energia Elétrica do Estado da Bahia (Coelba) garante que não há riscos de apagões no Estado, por conta da crise de geração de energia na Barragem de Sobradinho. Isso porque, segundo reportagem da Tribuna da Bahia, a empresa afirma ter energia suficiente para suprir a demanda dos 415 (dos 417 existentes) municípios do Estado, onde atende a uma população de mais de 14 milhões de habitantes.
A pretensão do ONS em reduzir a vazão do Lago é para evitar que se chegue ao volume morto (0% do volume útil), quando Sobradinho deixará de gerar energia. Mesmo que chegue a isso, o reservatório ainda terá água suficiente para abastecer a população da região por mais 3 meses, até o retorno do período de chuvas.
Segundo a Coelba, existe energia contratada em volume suficiente para atender ao crescimento da demanda de mercado da sua área de concessão pelos próximos cinco anos. Essa energia contratada é obtida através da compra do produto ofertado no mercado, através de leilões oferecidos pelas geradoras, com matrizes diversas, não mais unicamente do sistema hidrelétrico da Chesf no Rio São Francisco, mas de fontes como a geração eólica, térmica, além de energia hidráulica transferidas de outras regiões.



Isso é uma irresponsabilidade e pouco caso com a região. Por cautela a vazão já devia ter sido reduzido. Apesar das chuvas no alto são Francisco o momento aí da é de cautela. Falta voz altiva para se contrapor a essa irresponsabilidade
Esse povo é teimoso. Eles só vão diminuir a vazão quando chegar a 0%. A prioridade é a CHESF. SE pudesse eles usaria até o volume morto para produzir energia. A prioridade deveria ser a irrigação, o consumo animal e humano!
usariam