25% das mulheres sofrem violência no atendimento ao parto

por Carlos Britto // 27 de fevereiro de 2011 às 22:08

Uma pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, revelou que 25% das mulheres que tiveram filhos de parto natural na rede pública ou privada de saúde sofreram algum tipo de violência ao serem atendidas durante o trabalho de parto.

A pesquisa indicou que 23% das entrevistadas ouviram algum tipo de despropósito durante o momento do parto. Entre as frases mais ouvidas, estão “não chora que, no ano que vem, você está aqui de novo” (15%); seguida de “na de hora de fazer não chorou nem chamou a mamãe, por que está fazendo [isso] agora?” (14%); “se gritar, eu paro agora o que estou fazendo, não vou te atender” (6%); e “se gritar vai fazer mal para o seu neném, seu neném vai nascer surdo” (5%).

Também foi constatado que 10% das mulheres sentiram dor ao fazer o exame de toque durante o trabalho de parto, 10% tiveram negado o pedido de algum tipo de alívio para a dor e 9% responderam que foram ofendidas com gritos do atendente. E ainda 9% das mulheres não foram informadas sobre qual o procedimento o atendente estava fazendo, 8% reclamaram que o atendente se negou a atendê-las e 7% foram humilhadas ou xingadas.

A pesquisa aponta que 74% das ofensas vieram de profissionais da rede pública e 17% do atendimento nos hospitais particulares.

25% das mulheres sofrem violência no atendimento ao parto

  1. joão disse:

    Essa pesquisa é completamente verdadeira, acreditaria que seja mais de 25%. Digo mais TODA MULHER QUE FOR FAZER PARTO PODE SER HOSTILIZADA NO HOSPITAL, principalmente por enfermeiras. Por isso quando uma mulher for fazer parto deverá ser sempre acompanha por parentes.

    Isso que o ser humano faz com as mulhers grávidas só desmonstra o quão mesquinho e pequeno ainda é a humanidade, a humanidade esta MUITO LONGE, MAIS MUITO LONGE MESMO de ser civilizada.

  2. JOSÉ ALBERTO BARBOSA disse:

    É até inacreditável… o quanto infame e descabida é esse tipo de atitude. Imagino que a preparação do parto é realizada por pessoas iguais as parturientes, e é uma tamanha falta de profissionalismo nos tempos modernos… ou seja, o ser humano realmente precisa melhorar, se reciclar, e aprender definivamente a respeitar o seu semelhante. Uma vergonha isso, é o minimo que podemos dizer!!!

  3. PERNAMBUCANO E NORDESTINO disse:

    Falando mais as claras, como pernambucando e nordestino, isso aconteceu no próprio HOSPITAL DOM MALAM quando minha filha foi nascer!

  4. Tô chegando disse:

    Esse “médicos” são filhos de uma gruta. Vieram pela mesma porta à que estão responsáveis, e merecem denúncias seguidas de punições pesadas. O momento do parto é algo sublime, importante e muito especial pra mãe e o pai. Portanto suas tentativas de “impostação superior” tem que ser esmagadas.
    Eu aviso: vou ser Pai logo, logo, e vou vigiar. Se algum médico engraçado deslizar uma só anedota dessas se quer, eu não vou medir palavras e seja lá o que for necessário.

  5. Joelma disse:

    Também passei por isso no SEMEC em Juazeiro, em 1996, qdo tive o meu primeiro filho, ouvi um desses absurdos de uma técnica, pois o irresponsável do médico q me acompanhava não apareceu, resultado: puxaram meu bebê a força, ele estava com o cordão umbilical laçado no pescoço e sofreu uma lesão no cérebro por falta de oxigênio. Meu filho ficou anos em tratamento, mas hoje está muito bem.A tal parteira já faleceu, o Semec graças a Deus fechou e o Dr. q Deus perdoe sua incompetência!

  6. Ritinha disse:

    Estou horrorizada com tudo isso. Se não fosse Deus na minha vida, acho que eu quebraria a cara de uma enfermeira, técnica ou sei lá quem, que me destratasse dessa maneira absurda.
    Graças a Deus q tenho Cristo no meu coração, e Ele tem me ensinado a perdoar, pq se dependesse da minha natureza humana… nossa!!!

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