1º Congresso da Agricultura Familiar de Petrolina aponta políticas públicas como condição para permanência de jovens no campo

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Para que a cultura agrícola familiar seja renovada, é preciso que existam projetos de incentivos aos jovens do campo. A constatação é do relatório sobre políticas públicas do 1º Congresso Municipal da Agricultura Familiar (CoMAF), que ocorreu durante esta sexta-feira (26), no auditório do Senac, em Petrolina.

O documento, assinado pelos participantes do evento, foi apresentado diante de representantes do Ministério da Agricultura (MAPA), prefeitura, Poder Legislativo, universidades e órgãos públicos. Também no relatório estão outras demandas consideradas importantes para o pequeno agricultor – entre elas a regularização fundiária e a desburocratização do acesso ao crédito bancário.

As pautas apresentadas aqui [Senac] são importantes porque dizem respeito ao sustento e à sobrevivência da Agricultura Familiar. Os jovens, por exemplo, não se sentem motivados a permanecerem no campo. Não que eles não possam morar na cidade, mas que sigam trabalhando no campo, e, para que isso aconteça, dependemos de políticas públicas eficientes“, disse Isália Damacena, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Petrolina (Sintraf), organizador do evento.

Estiveram presentes no congresso, entre outras autoridades, o coordenador de produção do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (MAPA), Michel Ferraz; o deputado estadual Odacy Amorim; o vereador Gilmar Santos; o superintendente do Incra, Bruno Medrado; o gerente regional do IPA, João Batista de Carvalho;  o pró-reitor do IF Sertão-PE, Ricardo Bittencourt; a pesquisadora da Embrapa, Paola Bianchini; o gerente executivo do INSS, Thalys Eliel; e o presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cleiton Medeiros.

Participantes

Embora o relatório, que será enviado para autoridades das três esferas do Poder Executivo, tenha ganhado importância no congresso, a programação do CoMAF se mostrou diversificada e explicativa. Com o auditório lotado, os agricultores participaram de várias palestras, tirando dúvidas sobre a reforma da previdência, agricultura de baixa emissão de carbono e o futuro da categoria. Sentado numa das últimas fileiras do auditório, o agricultor Maurício de Souza, que mora no Núcleo 6 do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho, deu especial atenção às palestras da previdência e de políticas públicas. “Temos alguns problemas com a assistência técnica fornecida pelo governo federal e agora estamos podendo discutir com o representante do MAPA para saber quando esse apoio será retomado”, comentou.

Outro tema bastante esperado, a Reforma da Previdência atraiu a atenção dos agricultores interessados em entender o que ganham e perdem com a mudança da legislação. José Orlando Macedo, coordenador regional do programa de educação previdenciária do INSS, explicou sobre o fator previdenciário, aposentadoria rural, pensão por invalidez e a obrigatoriedade na contribuição. (Fonte/fotos: Ascom Sintraf)

1 COMENTÁRIO

  1. Segundo Graziano da FAO a agricultura familiar foi esfacelada desde a década de 40. De lá da cá quase q não existe mais aquela que é pura e tradicional e sim a convencional onde muitos vão pro urbano em troca de melhores condições de vida. O que resta são os que vivem de INSS que sustentam o pão de cada dia. E muitos esquecidos, e só são lembrados em época de politicagem. No outro into, Muitos trabalhadores rurais não sabem o real significado de agricultura, e que a vê como negocios, que não compram uma cartilha sequer é preferem comprar a ignorancia tirada da terra. Tecnologias outras existem e que estão fora das mãos destes qué dizem que sao as mãos que alimenta a nação. Pura blasfemia. Estes muitos são mazelas que preferem dar prejuízo a proprietários, roubam e pela ganância de R$, porque não tem ou querem outro meio de vida. Daí caem na chantagem e muitos donos de terra qdo fica dentro da propriedade sao alvo destes porque sabem q não existe segurança pública. Os sem terra São exemplo disto tb. Tiveram o governo Lula e nada vezes nada tb esquecidos todos como movimentos de AF sabendo que não labutam com a terra, ficam mais em STR defendendo os como blasfêmios q são. Abramovay, além de Graziano, vai mais longe ainda, a inovação tecnológica frente à AF, mártir por si so, na desfaçatez do conceito de AF e seus tipos, é a saída, sabendo que eles não sabem tb o conceptual de inovação tecnológica apropriada, gente as políticas públicas de acessos, sobretudo os que ficam no ar condicionado nos sindicatos. Uns burros fantasiados de movimentos sociais no campo. Os níveis de terra, capital e trabalho são antagônicos na visão da AF. Nada ajudam na balança comercial, e a política publica da CONAB fica á mercê destes, sem rumo e direcao no governo q tinha de tudo tá melhorar a vida destes esquecidos AF.

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