Delações da Odebrecht: Ex-prefeito Isaac Carvalho volta a ser citado em esquema que envolveria privatização do SAAE

O ex-prefeito de Juazeiro (BA), Isaac Carvalho, que atualmente integra a equipe do atual gestor da cidade, Paulo Bomfim, voltou a ser novamente citado na Operação Lava-Jato. A delação premiada do ex-executivo da Construtora Odebrecht, Alexandre José Barradas (foto) a promotores da envolve o ex-prefeito Isaac num esquema que envolveria a venda do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A operação estaria  avaliada em R$ 5 milhões. (mais…)

Temer já prevê saída voluntária de ministros após delações

O presidente Michel Temer afirmou que alguns ministros podem deixar voluntariamente o governo, tendo em vista as revelações das delações da Odebrecht, que colocaram oito ministros de seu governo como alvos de inquéritos autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. “É muito provável que alguns ministros fiquem desconfortáveis e peçam para sair do cargo”, disse o presidente. A afirmação foi feita em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan na manhã desta segunda-feira, 17.

Temer reforçou, no entanto, que só vai afastar temporariamente os ministros se houver denúncia formal do Ministério Público. Já o afastamento definitivo só acontecerá no caso de os citados se tornarem réus. “Não vou demitir simplesmente porque alguém falou, é preciso provas robustas. Se vier a denúncia, não significa culpabilidade completa, mas terá fortíssimas indicações de que essa delação é correta“, disse.

O presidente ainda disse acreditar que dificilmente as eventuais denúncias vão demorar para serem apresentadas. “A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está entrando com representação hoje para acelerar as investigações. Por isso, não creio que as denúncias venham só no ano que vem. Acho que virão rápido. E o governo está interessado em que tudo seja feito da forma mais rápida possível”, afirmou.

“Delações estarrecedoras”

Temer também admitiu que de fato as delações são estarrecedoras e preocupantes, principalmente porque transmitem uma imagem ruim do Brasil para o exterior. “Sob esse ponto de vista é péssimo.” Mas ele disse que o País precisa seguir em frente. “O Brasil não pode parar. Temos reformas pela frente. Então (as delações) são estarrecedoras, mas não podem ser fator de paralisia. Agora precisamos deixar o Judiciário trabalhar”, reforça.

Sobre um possível acordão para paralisar com a Operação Lava Jato entre ele e os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, Temer negou mais uma vez sua participação em qualquer pacto desse tipo. “Não tem conversa na direção de um possível acordão, FHC já negou. Fazer acordão para problema que está no Judiciário é inviável. Não participo e nem promovo“, disse. (Fonte: Estadão/foto arquivo)

Deputado baiano Adolfo Viana é suspeito de ter recebido recursos de Caixa 2 para campanha de 2010

O deputado estadual baiano Adolfo Viana Neto (PSDB) é suspeito de ter recebido R$ 50 mil, em recursos não contabilizados, para campanha que o elegeu em 2010 à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A informação partiu das delações dos colaboradores da Odebrecht, José de Carvalho Filho e Cláudio Melo Filho. Ainda em delação, José de Carvalho afirmou que o deputado tinha conhecimento da ilicitude dos recursos destinados a ele.

Como o alvo da suspeita não possui foro privilegiado, o conteúdo da delação foi encaminhada para a Procuradoria Regional da República/1ª Região. Adolfo Viana Neto foi eleito deputado estadual da Bahia, em 2010, pelo PSDB, e reeleito em 2014. O G1 tentou contato com o deputado estadual na tarde de sábado, mas até a publicação desta reportagem, não conseguiu localizá-lo. (Fonte: G1-BA)

Aliado de Isaac Carvalho teria ganho R$ 300 mil para viabilizar obras da Odebrecht em Juazeiro; Ex-prefeito nega

Ao requerer abertura de inquérito contra o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) no Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, detalhou a suposta atuação do comunista para beneficiar a construtora baiana Odebrecht. O pedido foi feito a partir das delações premiadas de Alexandre José Lopes Barradas e José de Carvalho Filho.

De acordo com o documento, um dos colaboradores, que não foi identificado, no ano de 2012, encontrou-se com o parlamentar e repassou a ele R$ 300 mil “a pretexto de contribuição para campanha eleitoral, já que o Grupo Odebrecht tinha interesse na realização de obras de saneamento básico” em Juazeiro (BA).

Ainda segundo o delator, o parlamentar baiano estava acompanhado de Isaac Carvalho, então candidato à prefeitura de Juazeiro. O inquérito aponta ainda que “Comuna”, como era apelidado Daniel Almeida, teria recebido mais R$ 100 mil, como “auxílio”. Ele teria recebido o dinheiro em um posto de gasolina no bairro do Jardim de Alah, em Salvador.

O deputado será investigado pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro.

Em nota enviada à imprensa, Daniel Almeida disse que “não tem nada a temer”.  “Os baianos e os brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública. Se algum inquérito for aberto, tenho total convicção que o destino será o arquivamento”, afirmou o parlamentar.

Isaac

O ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, afirma jamais ter mantido relações com a Odebrecht. De maneira contundente, informa que a construtora nunca fez qualquer obra no município do qual esteve à frente por duas gestões consecutivas. “Jamais mantivemos contratos com a Odebrecht. Esta é a prova inequívoca de que a acusação é completamente infundada”, frisou Isaac. (De Agência/foto arquivo divulgação)

Após vazamento de delações da Odebrecht, Michel Temer pede à PGR “pressa” nas investigações

michel temerEm meio a informações sobre delações de executivos da Odebrecht que envolvem nomes de diversos políticos, o presidente Michel Temer pediu ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para acelerar os depoimentos de investigados ao Ministério Público Federal (MPF) e finalizar “o quanto antes” os processos de eventuais homologações das colaborações premiadas.

Argumentando que o país passa por “séries crises econômica e política”, o presidente criticou o vazamento de delações e disse que as medidas de ajuste fiscal conduzidas pelo governo vêm “sofrendo interferência pela ilegítima divulgação” de depoimentos de delatores. Segundo ele, enquanto as delações não forem completadas e homologadas, o país vai continuar num “clima de desconfiança geradora de incerteza”.

Na última sexta-feira (9), vieram à tona uma série de informações sobre o depoimento prestado pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, à força tarefa da Operação Lava Jato. De acordo com reportagens divulgadas nos últimos dias, o executivo da maior construtora do Brasil disse que entregou dinheiro vivo em 2014 ao advogado José Yunes, amigo e um dos mais próximos conselheiros de Temer.

As acusações também envolvem outros nomes importantes do governo como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, também do PMDB. Todos negam irregularidades.

Requerimento

O requerimento, assinado pelo próprio Temer, foi enviado nesta segunda-feira (12) a Janot e encaminhado por meio da Advogada-Geral da União, Grace Mendonça. Após citar iniciativas do governo para a retomada do crescimento econômico como a proposta que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência, Temer escreve que elas são “indispensáveis” para resolver a “situação fática” pela qual passa o país, que tem trazido “prejuízos à União e a toda a população brasileira”.

O fracionado ou porventura lento desenrolar de referidos procedimentos pré-processuais, a supostamente envolver múltiplos agentes políticos, funciona como elemento perturbador de uma série de áreas de interesse da União […]. Ante o exposto, a União pleiteia que Vossa Excelência examine a possibilidade de imprimir celeridade na conclusão das investigações em curso. Requer também que as colaborações premiadas porventura existentes sejam, o quanto antes, finalizadas, remetidas ao Juízo competente para análise e eventual homologação e divulgação por completo. Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida”, escreveu o presidente. (fonte: Agência Brasil/foto reprodução)

Ex-governador da Bahia reage à pré-delação de executivo da Odebrecht: “Inverdades”

jaques wagner/Ascom Governo BAEx-governador da Bahia, Jaques Wagner reagiu às declarações dadas pelo executivo da Odebrech, Cláudio Mello Filho, na pré-delação que fez ao Ministério Público Federal (MPF) em relação à Operação Lava Jato. “Trata-se de uma delação repleta de inverdades“, disparou.

Wagner estranhou o conteúdo e a divulgação de uma delação que nem homologada foi pela autoridade competente, que é o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-governador deixou claro que o relacionamento que teve com Claudio Mello e com qualquer representante de outras empresas sempre foram norteados na defesa dos interesses do Estado da Bahia. “Estou absolutamente tranquilo porque não houve qualquer ato ilícito. Vou defender de forma intransigente o completo esclarecimento dos fatos porque a sociedade tem o direito de conhecer a verdade”, concluiu Wagner, que atualmente é coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes) do Governo do Estado. As informações são da Secretaria de Imprensa da Bahia. (foto/arquivo reprodução)

 

Temer pediu R$ 10 milhões em propina à Odebrecht, diz executivo

temerO presidente Michel Temer (PMDB) pediu R$ 10 milhões em propina ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014. A informação estaria na delação do executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, um dos 77 delatores da empreiteira na Operação Lava Jato.

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Polícia Federal abre novo inquérito para apurar 38 obras da Odebrecht no país

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A Polícia Federal (PF) abriu novo inquérito para apurar pagamentos de propinas da Odebrecht em outros contratos, além do que estavam sob investigação na Petrobras pela Operação Lava Jato. O alvo são 38 negócios identificados nos registros de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da empresa – o chamado “departamento da propina” – nas apurações da 35ª fase, batizada de Operação ‘Omertà’, que prendeu na segunda-feira (26) o ex-ministro Antonio Palocci.

“Resolve: instaurar Inquérito Policial para amparar as medidas de polícia judiciária decorrentes dada deflagração da 35ª fase ostensiva da Operação Lava Jato, batizada de ‘Omertà’, especificamente em relação ao núcleo de investigação objeto das medidas cautelares deferidas”, informa o delegado da PF, Filipe Hille Pace, em seu despacho.

São apurados suposta prática dos crimes de corrupção ativa passiva, quadrilha, lavagem de capitais e de fraude em licitações. “Foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos disponibilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”, informa o delegado.

Lista

Na mira da PF estão 38 obras da empreiteira Odebrecht em todo o País e no exterior. Os empreendimentos foram destacados pelo delegado em relatório da Omertà. “Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitido vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.

Pace é taxativo. “É indubitável que os nomes que colaciono motivaram pagamento de vantagens indevidas a agentes ainda não identificados”, diz. A Omertà investiga as relações de Antonio Palocci com a Odebrecht. Planilha apreendida durante a operação identificou que, entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo Palocci.

As obras alvo do novo inquérito não tem relação necessária com as propinas pagas ao PT, via Palocci. Novos nomes devem surgir, tanto de agentes públicos, como de políticos e operadores. (fonte: Agência Estado/foto: Cristina Índio do Brasil/AgBr)

Moro chama Dilma como testemunha de Marcelo Odebrecht

dilma2O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, mandou comunicar a presidente afastada Dilma Rousseff que ela foi arrolada como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015 e condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de propinas montado na Petrobras.

A decisão de Moro ocorre em um momento crucial da Lava Jato. Odebrecht está negociando acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal. Os investigadores estão na expectativa de que o empreiteiro poderá revelar detalhes sobre financiamento da campanha da petista em 2010 e em 2014.

Desde fevereiro está preso o publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas de Lula (2006) e Dilma. A investigação revela depósitos de US$ 7,5 milhões em favor do marqueteiro realizados pela Odebrecht em pleno período eleitoral de 2014.

Os advogados de Odebrecht arrolaram Dilma nos autos da Operação Xepa, 26.ª etapa da Lava Jato. Moro mandou expedir ofício a Dilma solicitando a ela que responda se quer ser ouvida em audiência ou que lhe sejam encaminhadas perguntas por escrito, na forma do artigo 221 do Código de Processo Penal.

Despacho

Em seu despacho, Moro destacou que “não há falar” em inépcia da denúncia, como alegam alguns defensores”.

“Apesar de extensa, é ela, aliás, bastante simples e discrimina as razões de imputação em relação a cada um dos denunciados. O cerne consiste no pagamento de propinas acertadas entre a Odebrecht, agentes da Petrobras e agentes políticos, para os acusados Monica Regina Cunha Moura (mulher do marqueteiro) e João Cerqueira de Santana Filho, o que teria sido feito através do assim denominado Setor de Operações Estruturadas da empresa e mediante entregas de valores em espécie ou depósitos em conta secreta no exterior. Valores de propinas destinados ao Partido dos Trabalhadores em decorrência de contratos das Petrobras teriam sido repassados em pagamentos de serviços de publicidade prestados à referida agremiação política pelos acusados Monica Regina Cunha Moura e João Cerqueira de Santana Filho, cientes estes da origem e natureza criminosa dos valores.” (fonte: UOL Notícias)

Citado em planilha da Odebrecht, Orlando Tolentino esclarece recebimento e garante que doação foi legal: “Tenho minha vida limpa”

tolentinoAssim como outros pernambucanos, o secretário de governo de Petrolina, Orlando Tolentino, que teve seu nome citado nas planilhas da Odebrecht – apreendidas na 23ª fase da Operação Lava Jato – também decidiu esclarecer o repasse de recursos.

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