Usuários de vans criticam mudanças da EPTTC, mas diretor-presidente justifica que houve “confusão” nas informações

por Carlos Britto // 18 de abril de 2014 às 15:33

paulinho-valgueiroCausou muita polêmica esta semana a nova mudança no trânsito de Petrolina, realizada pela EPTTC, que decidiu proibir a circulação de vans pelo Centro da cidade. Alguns usuários de transporte complementar de passageiros – sobretudo os residentes nas agrovilas dos perímetros irrigados – entraram em contato com o Blog. Foi o caso de Tamires Rodrigues. Moradora do N-4 do perímetro Senador Nilo Coelho, ela não se conteve com a decisão e não poupou críticas ao órgão municipal.

Dependo do transporte todos os dias para trabalhar, e em todos os carros havia avisos de que as vans não mais circulariam pelo Centro da cidade por determinação da EPTTC. Mas e quem precisa ir ao shopping, aos hospitais, ao parque como eu? vou precisar pegar mais um transporte para chegar ao meu destino? ou vou a pé? da praça do cemitério ao parque! Não basta pagar R$ 3,80 de passagem? ainda se quiser chegar ao meu destino, andar até o (Hospital) Dom Malan, esperar um ônibus que passe no parque (coisa que não é fácil), pagar mais R$ 2,35 e enfim chegar, consumindo bastante tempo (que por sinal é muito precioso). Agora lhes pergunto: Melhorou pra quem? Pra eles, que andam de carro e não precisam passar por essa humilhação?”, escreveu Tamires, num e-mail enviado ao Blog.

Nossa reportagem entrou em contato com a assessoria da EPTTC, a qual informou que as mudanças “foram necessárias para desafogar e melhorar o trânsito” no Centro. Em entrevista na última quarta-feira (16) ao programa Nossa Voz, da Grande Rio FM, o diretor-presidente Paulo Valgueiro ratificou a informação.

Defasagem

Segundo ele, a frota atual de veículos que circulam por Petrolina (150 mil) é incompatível com a estrutura do Centro da cidade, que é a mesma de 50 anos atrás. Mas Valgueiro ressaltou que a decisão, ao contrário do que pensam os usuários das vans, vale apenas para algumas vias – e apenas em horários de pico.

Como exemplo ele citou a avenida José de Sá maniçoba, onde se localiza o Hospital Universitário (HU), e a Rua Tobias Barreto, que abriga o polo médico da cidade. As duas vias, garante Valgueiro, estão liberadas para o tráfego das vans. “O que deve ter acontecido foi uma confusão de algumas pessoas com os nomes das ruas”, justificou.

Usuários de vans criticam mudanças da EPTTC, mas diretor-presidente justifica que houve “confusão” nas informações

  1. Ana Claudia disse:

    Fico bastaste indignada com as manobras da EPTTC, pois sou moradora do Projeto N-3 e as informações que estão nas vans são as mesma que a Tamires Rodrigues moradora do N-4 falou e ainda mais coloram cartazes nas vans dizendo qua não aceitam reclamações, mais temos que reclamar sim pois a passagem custa R$ 3,80. Ai a EPTCC fala que houve “confusão” nas informações pois esclareça as coisas….

  2. Josemar Ribeiro da Costa disse:

    Muito me admira Petrolina estar fazendo o contrario da realidade em relação ao que as grandes cidades estão adotando, que é a restrição dos veículos urbanos particulares e o melhoramento do fluxo para os veículos de uso coletivo. Eu tenho carro particular entendo que Petrolina deve adotar medidas de melhoramento do Transporte coletivo e restrições severas para conter o trafego de veículos particulares pelo centro. Ex: Cidade de Londres.

    1. Débora Cavalcante disse:

      Fico pensando o quanto estão equivocados e despreparados alguns sevidores de Petrolina, na atual gestão, que têm cargo de direção.
      A EPTTC – Empresa Petrolinense de Trânsito e Transpote Coletivo – que administra as funções de transporte coletivo em Petrolina, mandou recentemente um ofício às associações de transporte coletivo que fazem linha para os Projetos de Irrigação, força motriz da cidade, restringindo a circulação dos veículos pelo centro de Petrolina. Além de pagar uma passagem de valor altíssimo os passageiros agora têm que percorrer o restante do trajeto a pé. Não é justo! Além de que medidas deveriam ser feitas no sentido de melhorar as condições dos transportes públicos, se a finalidade fosse, obviamente, permitir uma maior mobilidade no trânsito.
      Enquanto em outros lugares do Brasil a preocupação maior é o investimento em transportes coletivos, pois estes representam uma solução de mobilidade e qualidade de vida, aqui a prioridade do transporte individual em detrimento do coletivo faz com que mais pessoas decidam investir em um veículo particular e com isso congestionar ainda mais o trânsito.
      Muito além de arbitrária a medida me parece burrice.

  3. Josemar Ribeiro da Costa disse:

    O problema também é que os gestores da EPTTC não andam de transporte coletivo, sendo assim, nÃo conhece o dia a dia de esperas longas nos pontos de ônibus para ir e vir ao trabalho.

  4. ACORDA PREFEITO. disse:

    VOCÊS, SÃO BONZINHO, QUANDO O PREFEITO QUE NÃO FAZ NADA, PRECISA DO POVO.

  5. Revoltado disse:

    Eu só queria entender porque a EPTTC ainda continua com vagas de estacionamento na avenida guararapes. O transito em geral só vai mudar quando a avenida for TOTALMENTE LIVRE DE ESTACIONAMENTOS visto que a confusão já começa na descida da ponte de quem vem de juazeiro e se junta com os veículos que vem passando por baixo do viaduto. todo santo dia é um caos total principalmente nos horários de pico. Vendo isso, fica evidente que a arrecadação com a zona azul é muito mais importante do que desafogar o transito e melhorar o fluxo de veículos no centro da cidade.

  6. Débora Cavalcante disse:

    Fico pensando o quanto estão equivocados e despreparados alguns sevidores de Petrolina, na atual gestão, que têm cargo de direção.
    A EPTTC – Empresa Petrolinense de Trânsito e Transpote Coletivo – que administra as funções de transporte coletivo em Petrolina, mandou recentemente um ofício às associações de transporte coletivo que fazem linha para os Projetos de Irrigação, força motriz da cidade, restringindo a circulação dos veículos pelo centro de Petrolina. Além de pagar uma passagem de valor altíssimo os passageiros agora têm que percorrer o restante do trajeto a pé. Não é justo! Além de que medidas deveriam ser feitas no sentido de melhorar as condições dos transportes públicos, se a finalidade fosse, obviamente, permitir uma maior mobilidade no trânsito.
    Enquanto em outros lugares do Brasil a preocupação maior é o investimento em transportes coletivos, pois estes representam uma solução de mobilidade e qualidade de vida, aqui a prioridade do transporte individual em detrimento do coletivo faz com que mais pessoas decidam investir em um veículo particular e com isso congestionar ainda mais o trânsito.
    Muito além de arbitrária a medida me parece burrice.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Últimos Comentários