A reforma tributária foi o tema central da primeira reunião de 2026 do Conselho Empresarial da Unidade Regional do Sertão do Francisco (URSF), da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), realizada em Petrolina. O encontro discutiu os impactos da reforma no setor industrial, a necessidade de revisão de processos produtivos e a logística de arrecadação das empresas. Também foram apresentadas orientações sobre a substituição de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal.
Após a abertura, o diretor da Unidade Regional do Sertão do Francisco, Albânio Venâncio, apresentou o contador Francisco Rodrigues e o auditor fiscal Martinho Alves, responsáveis pela palestra ‘Reforma Tributária e seus Impactos nos Negócios’.
Durante a apresentação, os especialistas esclareceram pontos considerados estratégicos para as empresas de Petrolina e região. De forma prática e sucinta, abordaram a transição gradual do modelo tributário, a revisão de processos produtivos, a otimização de créditos, a logística de arrecadação e os regimes diferenciados previstos na nova sistemática.
Para Albânio Venâncio, a reunião teve papel fundamental no alinhamento das estratégias empresariais diante das mudanças. “Nossa maior preocupação agora é com a transição na gestão da escrituração fiscal, controle de alíquotas de referência e revisão de contratos e ajustes na gestão operacional. A reforma busca simplificar o sistema, mas exige adaptação imediata das empresas pernambucanas para não perderem competitividade durante a transição”, destacou. A iniciativa buscou fortalecer o diálogo entre o setor industrial e especialistas da área tributária, preparando os empresários para as transformações previstas nos próximos anos.


