Pedido de informações sobre crédito de quase R$ 700 milhões da prefeitura vira embate na Câmara

por Carlos Britto // 11 de março de 2026 às 07:37

Foto: Nilzete Brito/Ascom CMP

A bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Petrolina enfrentou, mais uma vez, a força da maioria dos governistas e amargou nova derrota. O estopim do embate foi o Requerimento nº 086/2026, de autoria do Professor Gilmar Santos (PT), solicitando um relatório detalhado das operações de crédito de quase R$ 700 milhões, autorizadas pela Casa Plínio Amorim.

O montante seria destinado a obras voltadas ao Programa ‘Minha Casa Minha Vida’, pavimentação asfáltica, saneamento e drenagem – entre outras. A matéria chegou a receber pedido de destaque, mas foi rejeitada por 12 votos contrários e três favoráveis.

Os vereadores que votaram a favor do requerimento foram Professor Gilmar (autor do requerimento), o líder oposicionista Ronaldo Silva (PSDB) e Dhiego Serra (PL). Votaram pela derrubada do documento o líder governista Diogo Hoffmann (UB), Roberto da Gráfica (DC), Aero Cruz (PDT), Maria Elena (UB), Rosarinha Coelho (UB), Capitão Alencar (PP), Josivaldo Barros (Republicanos), Marquinhos Amorim (Republicanos), Júnior Gás (Avante), Cláudia Ferreira (DC), Ronaldo Cancão (Republicanos) e Gaturiano Cigano (PV). A única abstenção foi do vereador Wanderley Alves (PDT).

Como não seria diferente, as farpas marcaram as discussões acerca do debate. Enquanto Dhiego Serra afirmou que que sempre que a oposição solicita transparência da atual gestão, os aliados do prefeito Simão Durando (UB) “ficam com medo” de passar as informações. “quem não deve não teme”, desabafou Serra, citando obras como o ‘asfalto Sonrisal’ implantado em vários bairros da periferia. Já Cancão chamou os oposicionistas de “caras de pau” porque votaram contra os investimentos para Petrolina. “Suas excelências receberam o projeto com a meta de investimentos, e o dinheiro não entrou. O governo tinha dotação orçamentária para tomar o empréstimo, e até dobrado, de quase R$ 1 bilhão”, completou Cancão. Ele acrescentou ainda que os recursos foram concretizados em obras como escolas em tempo integral e pavimentação de mais de mil ruas. Em tom duro, ele lamentou o “discurso político” dos oposicionistas de alegarem que a base vota contra o povo por não aprovar o requerimento. “A oposição não cabe nem num Fusca. Quem vota contra o povo é quem votou contra os investimentos“, desabafou.

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