Uma operação realizada nessa terça-feira (3) investiga um grupo criminoso com atuação em vários estados do país, suspeito de fraudar concursos públicos. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com apoio de setores de inteligência e da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).
Ao todo, mais de 60 policiais civis participaram da operação, que cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e outras medidas judiciais em Petrolina, além de municípios de Pernambuco e outros Estados, como cidades do Ceará e Espírito Santo. Entre as determinações da Justiça está o uso de tornozeleira eletrônica por investigados apontados como líderes do esquema e por candidatos que teriam tentado se beneficiar das fraudes.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava recursos tecnológicos ilegais para repassar respostas durante a realização de provas, com o objetivo de garantir aprovações indevidas em concursos públicos. Com base nas provas reunidas, a PCCE solicitou a prisão preventiva dos envolvidos, resultando na localização e detenção de suspeitos diretamente ligados às tentativas de fraude.
Durante a operação, três pessoas também foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e pela comercialização irregular de anabolizantes. As equipes apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos, documentos, uma arma de fogo e outros materiais que devem contribuir para o aprofundamento das investigações. Os suspeitos foram encaminhados às delegacias da região e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil do Ceará informou ainda que os candidatos envolvidos nas tentativas de fraude, incluindo no concurso para o cargo de Oficial Investigador da instituição, já foram identificados e responderão judicialmente.


