Um ‘mar’ de gente acompanhou os trios no Circuito Ivete Sangalo, na noite de ontem (29), abrindo oficialmente o Carnaval 2026 de Juazeiro (BA). Como já é tradicional, a Avenida Adolfo Viana e a Orla I ficaram completamente tomadas pela multidão. A festa mostrou sua força logo no início: mais de 12 atrações passaram pelo circuito, em uma noite marcada por diversidade cultural e alegria.
Abrindo os trabalhos, a rua foi tomada por manifestações culturais que deram o tom da festa: escolas de samba, batucadas, capoeiristas e grupos de maculelê coloriram e sonorizaram o circuito, anunciando que aquela seria apenas a primeira de muitas noites históricas. Blocos como o Encrespa uniram folia, representatividade e solidariedade, arrecadando mais de uma tonelada de alimentos para o Programa ‘Juazeiro Sem Fome’. O início da noite seguiu animado com o pagodão de O Juiz e Dan Jamaica, o samba de Mádara e os clássicos da Banda Lyra, que embalaram foliões de todas as idades.
A energia ganhou ainda mais intensidade com a chegada do Filhos de Jorge, banda que já é considerada “de casa” pelo público juazeirense. Puxando uma multidão, o grupo teve suas músicas entoadas em coro do início ao fim.
“Já somos de casa. Juazeiro sempre nos dá lembranças incríveis, e o Carnaval tem essa grandiosidade toda. É sempre uma alegria enorme cantar aqui”, afirmou Dan Vasco, um dos vocalistas da banda. No meio do público, o comerciário juazeirense Daniel Ramos, que há mais de 20 anos não perde um Carnaval, resumiu o sentimento da noite: “Todo ano eu venho, mas hoje foi especial. A avenida ficou pequena pra tanta gente. Isso aqui é tradição, é alegria, é Juazeiro mostrando quem é”.
A grande estreia da noite ficou por conta de Michele Andrade, que surpreendeu com um show vibrante e conquistou o público logo nas primeiras músicas. A jovem Ana Clara, que aguardava ansiosa pela apresentação, não escondeu a empolgação: “Vim só pra ver ela, amo demais. Mesmo com o calor, ninguém ficou parado”. Na sequência, Bell Marques colocou fogo na avenida. Um mar de foliões formou um grande coração, cantando em plenos pulmões os clássicos que atravessam gerações. Emocionado, o cantor falou sobre a conexão com o público: “Esses gritos aumentam o frio na barriga, porque é uma responsabilidade enorme corresponder às expectativas. Vamos entregar o máximo para esse que é um dos maiores e melhores carnavais do Brasil”.
Encerrando a noite com chave de ouro, Edcity Fantasmão fez o chão tremer com um pagodão baiano potente e contagiante, que uniu quebradeira, coreografias e muita energia. Com músicas que exaltam a favela e o respeito ao povo periférico, o artista transformou a avenida em um grande baile, levantando a multidão e colocando todo mundo para dançar. A apresentação fechou a primeira noite do Carnaval em clima de euforia, celebrando a alegria coletiva e deixando aquele gostinho de “quero mais”.
Orla 2
No Palco Orla 2, no Circuito Luiz Galvão, o cenário não foi diferente. A primeira noite foi marcada por diversidade musical, alegria e muita vibração, reunindo ritmos que passearam pelas tradições culturais, pelo afro, pelo rock e pelo autêntico som baiano. Entre os foliões, o sentimento era de entusiasmo e expectativa para o início da programação.
A estudante Carla Souza afirmou que aguardava o evento desde o ano passado e destacou a energia do carnaval local. O motorista José Carlos ressaltou que a Orla é um dos pontos mais tradicionais da festa e que “ninguém fica parado quando a música começa“. A festa aconteceu com tranquilidade, em um ambiente de segurança e celebração.
Quem deu o pontapé inicial foi o Tambor em Movimento, levando para a avenida os ritmos tradicionais do carnaval, com muita percussão e ancestralidade. Em seguida, Edu Casa Nova trouxe o som do afoxé, espalhando musicalidade afro-brasileira e fazendo todo mundo dançar. A energia continuou com os Semivelhos, que misturaram atitude e guitarras, trazendo o rock para o circuito. Encerrando a programação, a Banda Astral fechou a noite com o ritmo baiano de carnaval, mantendo a festa até a madrugada.

Foto: Ascom PMJ/divulgação


