Uma comunitária da Rua 8, do bairro Vila Eulália, Zona Norte de Petrolina, denunciou a situação de abandono de animais na localidade e clama pelo apoio do poder público para lidar com o problema, que tem gerado conflitos, insegurança e desgaste emocional para quem tenta ajudar. Segundo ela, cães que nasceram em um terreno próximo foram abandonados ainda filhotes e cresceram sem qualquer assistência. Com o tempo, os animais passaram a circular pela rua, o que acabou provocando situações de risco no trânsito e conflitos com moradores e motociclistas.
“Eles correm atrás das motos, as pessoas param, xingam e já recebi ameaça. Eu dou água e ração porque ninguém mais ajuda, mas fico sozinha nessa luta”, relatou a moradora.
Ela afirma que arca quase integralmente com a alimentação dos animais, chegando a gastar três sacos de ração por mês, muitas vezes tirando do próprio sustento para garantir o cuidado básico. “Esses animais nasceram aqui e foram abandonados. Eu não tive coragem de virar as costas, mas também não tenho apoio”, disse.
Além da causa animal, a moradora relatou outros problemas na rua, como falta de pavimentação, acúmulo de lixo, terrenos sem limpeza e insegurança, o que agrava ainda mais a situação enfrentada pela comunidade. A moradora ainda reforça o apelo para que o poder público atue com políticas de proteção animal, como recolhimento responsável, castração e campanhas educativas, evitando que situações como essa continuem se repetindo. O espaço segue aberto para esclarecimentos por parte dos órgãos competentes.



Infelizmente, essa realidade não é exclusiva da Vila Eulália. Esse mesmo problema vem se repetindo em diversos bairros de Petrolina. Um exemplo claro é na divisa dos bairros Pedro Raimundo e Vale do Grande Rio, onde a prefeitura realiza a limpeza dos terrenos em um dia e, no dia seguinte, o local já está novamente tomado por lixo.
Além disso, há moradores que descartam entulho e resíduos fora dos limites das ruas, invadindo vias públicas e agravando ainda mais a situação. Isso gera transtornos à população, riscos à saúde, insegurança e contribui diretamente para o abandono de animais nesses espaços.
Fica evidente que o problema não se resolve apenas com ações pontuais de limpeza, mas com fiscalização efetiva, educação ambiental e políticas públicas contínuas, tanto na área urbana quanto na proteção animal.