Ministro mantém no cargo diretor acusado de integrar esquema do ‘Careca do INSS’

por Carlos Britto // 08 de janeiro de 2026 às 15:26

Fotos: reprodução

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), mantém no cargo de diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) um servidor acusado de integrar o esquema de desvio de dinheiro de aposentados do INSS e que despacha de tornozeleira eletrônica. Marcos de Brito Campos Júnior foi alvo da mais recente fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), deflagrada em 18 de dezembro de 2025. Na ocasião, a Justiça determinou seu afastamento cautelar do DNIT, além do uso do dispositivo de monitoramento.

Apesar disso, Marcos segue como chefe financeiro do DNIT, que tem orçamento de R$ 11 bilhões para este ano. A coluna Andreza Matais telefonou para o gabinete do diretor nesta quarta-feira, que confirmou sua permanência no posto, que tem salário de R$ 23 mil. A coluna identificou despachas assinados por Marcos após ser alvo da operação da PF.

Marcos é acusado de ajudar Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no período em que atuava como superintendente do INSS no Nordeste. De acordo com a Polícia Federal, o atual diretor financeiro do DNIT estaria entre “os agentes centrais da engrenagem criminosa”, atuando para viabilizar o fluxo de descontos associativos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de aposentados.

A investigação aponta que passagens aéreas emitidas em nome de Marcos foram custeadas por uma empresa de fachada ligada ao Careca. Além disso, mensagens obtidas pela PF indicam que Marcos de Brito teria recebido R$ 20 mil como pagamento pelos serviços prestados. (Fonte: Metrópoles)

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