Mãe de garoto com Down possivelmente estuprado e morto pelo padrasto “demonstrou frieza”, diz delegado

por Carlos Britto // 11 de janeiro de 2026 às 13:55

Foto: SDS-PE/divulgação

A população pernambucana ainda está em estado de choque com mais um crime brutal em Pernambuco. Um menino de apenas 4 anos, com Síndrome de Down, foi estuprado e morto, sendo o padastro o principal suspeito. O caso ocorreu em Caruaru, no Agreste. Porém, a mãe da vítima demonstrou “frieza muito grande” em relação a perda do filho, segundo o delegado Eric Costa, da 20ª Delegacia de Homicídios da cidade. O padrasto está preso preventivamente desde quinta-feira (8).

Ela demonstrou uma frieza muito grande em relação à morte da criança. Estava mais preocupada se o marido ia ser preso do que com a morte do filho. Isso chamou muita atenção da gente também”, contou Eric Costa, em entrevista ao Diario de Pernambuco.

De acordo com ele, a mãe da criança mantinha um relacionamento de aproximadamente quatro anos com o suspeito e tem mais oito filhos. As crianças foram encaminhadas para o Conselho Tutelar e há um inquérito que apura possíveis maus-tratos, como falta de higiene e de alimentação.

O delegado ainda contou que, a princípio, a mãe da vítima tentou acobertar o companheiro. “A mãe, depois que nós informamos da situação do possível estupro, inicialmente tentou defender o padrasto e acobertá-lo, mas depois informou situações em que ela suspeitou que ele poderia realmente estar abusando da criança”, destacou.

Além disso, o relato dela juntou-se ao de uma das filhas, que presenciou o momento em que o irmão de 4 anos foi agredido. “Uma das filhas narrou que o padrasto, no dia, teria agredido a criança com vários golpes, inclusive jogado ela num sofá. Possivelmente ela bateu a cabeça em alguma madeira desse sofá e acabou tendo esse ferimento que resultou na morte dela”, relatou o delegado.

Como aconteceu

O crime ocorreu no dia 29 de novembro de 2025. Na ocasião, o menino foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Rosa pela mãe e pelo padrasto, após sofrer agressões. Inicialmente, os responsáveis relataram aos profissionais de saúde que a criança teria caído do berço. Durante o atendimento médico, a versão apresentada levantou suspeitas. As investigações da polícia apontaram que o padrasto foi o autor das agressões que resultaram na morte da criança, provocada por traumatismo craniano decorrente de golpes na região da cabeça.

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