Um crime ocorrido em Petrolândia (PE), Sertão de Itaparica, no dia 13 de janeiro deste ano, abalou a população local. O motivo é que o assassino em questão é um vereador da cidade, conhecido por Cristiano da Van. Ele confessou ter envolvimento no assassinato do empresário e Mergulhador Samyr Oliveira. Cristiano foi preso 15 dias depois do homicídio, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), Agreste do Estado. O problema é que até o momento o Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda pela qual o vereador é filiado, ainda não se manifestou sobre esse fato trágico.
A cobrança foi feita por um leitor do Blog, que acredita que a direção do PSB pernambucano estaria “se omitindo” em relação ao caso por manter o silêncio até agora.
Confiram o desabafo do leitor:
O vereador do PSB conhecido como Cristiano da Van foi preso e confessou ser o responsável pelo assassinato do mergulhador Samyr Oliveira, que chocou a cidade de Petrolândia, onde aconteceu o crime, e também a todos que tomaram conhecimento do ocorrido, que ultrapassou o campo policial e se tornou um episódio de evidente responsabilidade política.
Diante de um fato dessa gravidade, causa estranhamento e revolta o silêncio dos representantes municipais e estaduais do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda à qual o parlamentar é filiado. Até agora, nenhuma nota oficial foi divulgada, nenhuma explicação foi apresentada e nenhuma providência foi tornada pública.
A ausência de posicionamento institucional em um caso envolvendo um vereador acusado de homicídio não é apenas lamentável: é sintomática. Partidos políticos não podem se limitar ao papel eleitoral. São corresponsáveis pela conduta de seus quadros e têm o dever de agir com transparência quando um de seus filiados se envolve em crimes que chocam a sociedade.
O silêncio passa uma mensagem perigosa: a de que a violência pode ser tratada como assunto menor quando envolve interesses partidários, reforçando uma postura que só aprofunda a sensação de impunidade e enfraquece ainda mais a confiança da população na política.
A sociedade espera mais do que discursos genéricos sobre ética em períodos eleitorais. Espera atitudes concretas, como o afastamento imediato do investigado, abertura de processos internos e uma manifestação clara de repúdio ao crime.
Enquanto o PSB permanece calado, o episódio reforça um velho problema da política brasileira: a dificuldade das legendas em assumir responsabilidades quando seus representantes cruzam limites graves. Em momentos como este, o silêncio não é neutralidade, é omissão. E omissão é algo que não deve ser tolerado nesse tipo de situação, trazendo à tona um único questionamento: o que o PSB fará sobre isso? Pernambuco pede uma explicação.


