Golpe que simula irregularidade no CPF faz vítimas e especialista alerta

por Carlos Britto // 13 de fevereiro de 2026 às 16:33

Foto: Arquivo Blog Carlos Britto

Mensagens que informam supostas pendências no CPF ou ameaçam bloqueio por irregularidades fiscais têm preocupado contribuintes em todo o país. O alerta é para um golpe que utiliza o nome da Receita Federal para induzir vítimas a clicar em links falsos, fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos.

Os contatos fraudulentos costumam chegar por SMS, WhatsApp ou e-mail e utilizam linguagem formal e tom de urgência, simulando comunicações oficiais. O objetivo é convencer o destinatário de que existe um problema fiscal que precisa ser resolvido imediatamente. Ao acessar o link, a vítima pode ser direcionada para páginas falsas, semelhantes aos portais do governo, onde dados sensíveis são solicitados. Em outros casos, os criminosos tentam induzir o pagamento de supostas taxas ou instalar programas maliciosos no dispositivo.

Além de pessoas físicas, empresas também podem ser alvo desse tipo de fraude, especialmente quando possuem dados públicos disponíveis. Informações como telefone, endereço e situação cadastral podem ser utilizadas para dar aparência de legitimidade à tentativa de golpe. O contador José Carlos, especialista em gestão empresarial, explica que os criminosos utilizam estratégias psicológicas para induzir a vítima ao erro.

Esses golpes usam principalmente a tática da emergência. A mensagem diz que você precisa resolver imediatamente, sem tempo para pensar. O susto faz a pessoa agir por impulso,” explica.

Segundo ele, o uso da tecnologia facilita a atuação dos golpistas, que conseguem reproduzir elementos visuais e informações que aparentam ser oficiais. “Normalmente o golpe chega por SMS, WhatsApp ou e-mail, com logotipo e linguagem parecidos com os da Receita Federal. Quando a pessoa vê aquilo, acredita que é verdadeiro,” informou.

O especialista reforça que um dos principais sinais de fraude é o envio de links ou cobranças diretas. “A Receita Federal não envia link nem boleto para pagamento por mensagem. O correto é acessar os portais oficiais, que utilizam o domínio gov.br, e consultar diretamente as informações,” destacou.

Ele também ressalta que empresas precisam manter acompanhamento constante da situação cadastral para evitar que dados públicos sejam utilizados de forma indevida. “É fundamental ter acompanhamento profissional para verificar a regularidade do CNPJ. Muitas informações são públicas e podem ser usadas por golpistas,” orientou.

Caso a pessoa tenha clicado em links suspeitos ou fornecido informações, a recomendação é agir rapidamente. “O primeiro passo é alterar a senha do gov.br e das contas bancárias, acompanhar possíveis movimentações e registrar um boletim de ocorrência para se resguardar,” completou.

A orientação é que qualquer verificação sobre CPF ou CNPJ seja feita exclusivamente pelos canais oficiais da Receita Federal, evitando acessar links enviados por terceiros.

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