Funcionários do Conjunto Penal de Juazeiro (CPJu) relataram uma situação que classificam como “revoltante e desumana“, vivida por trabalhadores da cozinha da unidade, especialmente durante o plantão noturno. Segundo um funcionário, apesar de o presídio ser conhecido pela estrutura e segurança, os bastidores revelam condições precárias e tratamento desigual com os profissionais.
De acordo com o denunciante, os trabalhadores da cozinha não possuem um local adequado para descanso. “É de se comover a situação do pessoal do plantão noturno da cozinha. Não tem onde tirar a hora de descanso. O gerente operacional teria mandado queimar colchões e lençóis usados pelos funcionários da cozinha. Hoje, eles dormem no chão, sem nenhum lençol para se proteger das muriçocas, que são muitas no local”, relatou.
Ainda segundo o funcionário, a alternativa apresentada pela gestão foi que os trabalhadores utilizassem o espaço de descanso dos monitores, que já é insuficiente. “Nem os monitores conseguem descansar direito ali. Muitos deitam no chão porque os sofás não comportam todos. E a cozinha não pode nem revezar horário de descanso, porque à noite são apenas quatro funcionários para dar conta do café da manhã dos internos, almoço, lavagem das marmitas do jantar e ainda a limpeza do ambiente. Não tem ASG no turno da noite, todos são auxiliares de cozinha”, explicou.
O denunciante também aponta tratamento desigual dentro da unidade e cobram respeito e igualdade de direitos.. “Enquanto isso, monitoras da ala feminina têm colchões disponíveis na enfermaria e no canil. Só a cozinha ficou sem nada. É um descaso, uma humilhação com quem mais trabalha. Eles trabalham a noite inteira e não têm direito nem a um colchão para se encostar. Isso não existe. Queremos direitos iguais para todos”, concluiu. O espaço segue aberto para esclarecimento por parte do CPJu.


