Criada no ano de 2003, durante a segunda gestão de Fernando Bezerra Coelho, a Agência Reguladora do Município de Petrolina (Armup) será extinta. O Projeto de Lei (PL) nº007/26, enviado pelo atual prefeito Simão Durando propondo a medida, foi aprovado na sessão plenária de ontem (17) na Câmara de Vereadores por 21 votos (em primeira e segunda votação). Este foi um dos seis PLs analisados em bloco e referendados pela Casa Plínio Amorim, mas o que rendeu a maior polêmica.
Quem puxou o embate foi o líder da bancada oposicionista, vereador Ronaldo Silva (PSDB). Ele criticou o fato de que, mesmo com a extinção da Armup, os 14 cargos comissionados não serão exonerados e irão para outras pastas – o que considera uma clara “manobra política” da gestão para não perder seus eleitores.
Na mesma linha seguiu outro oposicionista, Dhiego Serra (PL). Embora reconheça o trabalho de Rubem Franca à frente da Armup, Serra reprovou a decisão do prefeito Simão Durando em manter seu “cabide de empregos” ao apadrinhar os comissionados. Ele ainda lamentou o fato de o Executivo Municipal, mais uma vez, ter enviado a matéria em ‘urgência urgentíssima’, o que inviabiliza a oposição de apresentar alguma emenda.
Rebatendo as críticas, o governista Ronaldo Cancão (Republicanos) ressaltou que a Armup foi criada em virtude de uma ‘queda de braço’ entre Fernando Bezerra e o então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, pela concessão do serviço de água e esgoto no município. Ele lembrou ainda que a Armup cumpriu com sua missão de regular os órgãos que atuam em Petrolina, e não só a Compesa (que gerencia o setor). Cancão alegou ainda que os 14 cargos irão reforçar a pasta de Mobilidade Urbana, responsável por promover ações importantes que colaboraram para o desenvolvimento da Capital do São Francisco. Após aprovado, o projeto seguirá agora para sanção do prefeito.


