Em sessão da Casa Plínio Amorim, petistas criticam ‘fisiologismo’ da Câmara dos Deputados e detonam Eduardo Cunha

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cristina costa

Na primeira sessão plenária da Casa Plínio Amorim, após a decisão da Câmara dos Deputados no último domingo (17), que autorizou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) para o Senado, o assunto virou, inevitavelmente, tema de discursos inflamados dos vereadores. A primeira a puxar as discussões foi uma das aliadas da presidente na Casa, vereadora Cristina Costa (PT).

Ela não deixou de reconhecer o “momento histórico” vivido pelos brasileiros, até porque “ a história pode ser escrita para o bem ou para o mal”, ressaltou. Disse ainda que, em respeito ao processo democrático na Câmara dos Deputados e aos 54 milhões de votos obtidos por Dilma em 2014, aceitava o resultado. A partir daí, no entanto, Cristina não deixou barato.

Em tom de desabafo ela afirmou que, a exemplo do golpe de 64, quando a direita usou como pretexto para tomar o poder a ‘ameaça’ do comunismo, os oposicionistas desta vez tentaram se basear na corrupção do governo, como desculpa. “Nenhum ali (na Câmara) estava preocupado com corrupção”, disparou a vereadora.

Cristina disse que, se a preocupação fosse essa, o processo de impeachment de Dilma jamais poderia ser conduzido “pelo maior corrupto já visto na história do Congresso”, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB)

Interesses

A vereadora disse ainda que o episódio do domingo serviu para a nação perceber o fisiologismo da Casa, que só apoia projetos do Executivo em troca dos seus próprios interesses. Segundo ela, isso ficou explícito durante a votação, quando os deputados colocaram seus familiares acima do povo. “Pudemos perceber que ali é muito mais um clube de família, não um Congresso. Teve deputado que, de forma midiática, voltou para falar do filho que havia esquecido de citar”, detonou. Ela também criticou duramente muitos deles terem colocado “o nome de Deus em vão”, antes de apoiarem o impeachment.

A petista finalizou seu discurso ao afirmar que a história mostrará a decisão “equivocada” de quem tentou praticar um golpe contra uma presidente eleita democraticamente pela maioria dos brasileiros. No mesmo tom outro representante do PT na Casa Plínio Amorim, vereador Geraldo da Acerola, também lamenta o momento de instabilidade do país, provocado por aqueles que ainda não se conformaram pela derrota de 2014. Geraldo cutucou também Eduardo Cunha, que já é considerado “réu” pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao contrário de Dilma, mas conseguiu trazer primeiro para a votação na Câmara o processo de impeachment da presidente, enquanto o dele é protelado junto ao Conselho de Ética da Casa.

9 COMENTÁRIOS

  1. Depois da eleições é melhor a senhora fazer serviço burocrático. Os alunos não merecer ser ensinado através do slogan “Rouba mas faz” Os alunos precisam aprender sobre ética na política.

  2. O mais engraçado que se vê nesses adeptos do PTralhas é que todos mundo tem que aceitar os demandos deles, se não é “GOLPISTA”, vão cassar o que fazer bOcado de BANDIDOS. Nunca votei em grupo de FBC, mas agora devido postura de Fernandinho terão meu voto e de minha familia.

  3. e enquanto isso a cidade cheia de problemas, o prefeito prestes a gastar uma dinheirama com festa enquanto os bairros tão cheio de buracos, a saúde com problemas, e vcs discutindo coisa lá da baixa da égua…!!! eita camara ruim!

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