Em Petrolina, Anderson diz que Gilson Machado “traiu a Direira e Bolsonaro”

por Carlos Britto // 21 de fevereiro de 2026 às 14:10

Foto: divulgação

Presidente do Partido Liberal (PL) em Pernambuco, Anderson Ferreira endureceu o discurso contra o ex-ministro do Turismo no Governo Bolsonaro, Gilson Machado, que decidiu deixar a legenda para ingressar no PODEMOS. Na cerimônia de filiação, no meio da semana, no Recife, Gilson demonstrou sua mágoa com a antiga legenda ao afirmar ter deixado a sigla “por não querer estar em um lugar que não cabe”.

Cogitado a disputar o Senado, Anderson é visto como o motivo crucial para a saída do ex-ministro, que também pretende concorrer a uma vaga. Mas o presidente do PL pernambucano afirmou que o projeto de Gilson “é pessoal”, o que vai de encontro à diretrizes da legenda conservadora, que prioriza o coletivo.

Durante o ato de filiação do jornalista e publicitário Carlos Britto ao PL, ontem (20), em evento realizado num hotel de Petrolina, Anderson deixou claro que o ex-ministro “traiu Flávio Bolsonaro (pré-candidato a presidente da República) e a Direita de Pernambuco em nome de um projeto individual”.

Anderson disse ainda que Gilson pegou uma frase do seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o qual disse que “se dependesse dele (Bolsonaro), Gilson seria candidato”. No entanto, o presidente do PL argumentou que Gilson se agarrou apenas nessa narrativa, esquecendo-se de construir seu projeto junto à população pernambucana e as forças políticas do partido nas esferas estadual e nacional.

Incoerência

Ele chamou atenção ainda para o que considera uma “incoerência” do ex-ministro, que decidiu se filiar a uma legenda ligada ao Governo Lula. “Se ele vai fazer uma chapa para eleger deputados, ele vai estar elegendo deputados que votam em Lula. Então, que serviço e fidelidade são esses com o campo da Direita, que tem Flávio Bolsonaro como candidato? É dizer ‘eu te amo’, mas na casa da amante. Que história é essa? O time que foi pra candidatura comigo e com o presidente Bolsonaro (em 2022) continua comigo. Agora, quem teve projeto pessoal, teve que sair pra deixar bem claro que o projeto era pessoal, e não coletivo”, alfinetou.

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