Demanda por água mineral deixa Vigilância Sanitária em alerta

por Carlos Britto // 23 de março de 2026 às 18:33

Foto: Ascom PMP/SMS divulgação

Após o período chuvoso em Petrolina, aumentou a procura por água mineral na cidade. Junto com esse crescimento, consumidores passaram a acionar a Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS) para relatar problemas relacionados à qualidade do produto. As principais reclamações envolvem dúvidas e suspeitas sobre a segurança da água, como alteração na coloração, presença de odores, além da venda de garrafões em más condições de conservação ou com lacres violados.

Diante desse cenário, a AMVS reforça um alerta importante: na hora da compra, o consumidor não deve observar apenas o preço, mas também critérios técnicos que garantam a segurança do produto. Entre os principais pontos de atenção estão o lacre da embalagem, o prazo de validade, o estado de conservação dos garrafões, além da aparência e cheiro da água. Para proteger a saúde dos petrolinenses, as fiscalizações em estabelecimentos comerciais foram intensificadas em toda a cidade.

Um dos principais pontos de atenção é entender que nem toda água vendida no mercado é igual. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a água mineral natural vem de fontes subterrâneas e não passa por tratamento químico, mantendo suas características originais. Já a água adicionada de sais é um produto industrializado, que passa por processos de purificação e depois recebe sais minerais. Por isso não pode ser considerada água mineral.

Outro cuidado importante é com os garrafões de 20 litros. Segundo a Agência Nacional de Mineração, esses recipientes têm prazo de uso de até três anos. Depois desse tempo, o material pode se desgastar, aumentando o risco de contaminação. Por isso, é essencial verificar a data de fabricação, que deve estar visível nos recipientes, antes de comprar.

Fiscalizações

A Vigilância Sanitária também orienta quanto ao armazenamento adequado. Os garrafões devem ser mantidos longe da luz solar direta e de produtos como combustíveis e itens de limpeza, para evitar alterações na qualidade da água. A Agência informa ainda que está com fiscalizações periódicas em estabelecimentos comerciais do município. Irregularidades, como produtos sem procedência ou com validade vencida, podem ser denunciadas pela população por meio do WhatsApp (87) 3983-6409.

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