Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz

por Carlos Britto // 05 de abril de 2026 às 14:30

Foto: Reprodução

O avanço dos casos de ‘Influenza A’ tem colocado o Nordeste em alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam que a região está entre as que apresentam risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas. Além do Nordeste, a situação também acende alerta em estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, indicando um cenário de circulação intensa de vírus respiratórios em diferentes partes do país.

De acordo com o levantamento mais recente, referente ao período de 22 a 28 de março, a influenza A aparece como uma das principais causas de SRAG. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os casos positivos foram distribuídos da seguinte forma: 27,4% de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório (VSR); 45,3% de rinovírus e 7,3% de Covid-19. Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A também teve destaque, estando presente em 36,9% dos casos positivos.

Especialistas alertam que esses vírus podem levar a quadros graves, especialmente entre pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e pacientes com comorbidades.

Diante do aumento dos casos, a vacinação contra a gripe se torna uma das principais formas de prevenção. A Campanha Nacional de Vacinação já está em andamento e segue até o dia 30 de maio, com doses gratuitas disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A recomendação é que os grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e profissionais da saúde e educação, procurem a imunização o quanto antes.

Além da vacina, especialistas reforçam medidas simples que ajudam a reduzir a transmissão como uso de máscara em locais fechados ou com aglomeração, higiene frequente das mãos e evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais Em situações de gripe ou resfriado, a orientação é manter o isolamento sempre que possível ou utilizar máscaras de proteção mais eficazes, como PFF2 ou N95. O cenário atual reforça a necessidade de atenção da população, especialmente nos estados onde os casos seguem em crescimento. (Fonte: Agência Brasil)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Últimos Comentários