Bahia é 8º estado com mais inquéritos da PF sobre crimes cibernéticos de abuso sexual infantojuvenil

por Carlos Britto // 25 de fevereiro de 2026 às 17:00

Foto: ilustração internet

A Bahia ocupa a 8ª posição no ranking nacional de estados com maior número de inquéritos instaurados pela Polícia Federal para apurar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. Os dados foram elaborados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER) da corporação, com base em levantamentos anuais entre 2023 e 2025. As informações foram divulgadas pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.

De acordo com a planilha oficial da PF, a Bahia registrou: 56 inquéritos em 2023; 78 inquéritos em 2024; 88 inquéritos em 2025. O aumento entre 2024 e 2025 colocou o estado entre as oito unidades da federação que apresentaram crescimento nas apurações desse tipo de crime no último ano. Além da Bahia, também houve alta no número de investigações no Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No cenário nacional, os estados com maior número de inquéritos instaurados em 2025 foram: São Paulo – 400; Minas Gerais – 201; Paraná – 179; Rio Grande do Sul – 138; Rio de Janeiro – 115; Santa Catarina – 86; Paraíba – 82 e Bahia – 88.

Em todo o país, a Polícia Federal instaurou 1.999 inquéritos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticado pela internet em 2025. O número representa uma redução de 8% em relação a 2024, quando foram abertas 2.173 investigações. Apesar da queda na comparação anual, o volume ainda é superior ao registrado em 2023, que contabilizou 1.431 procedimentos.

Segundo a Polícia Federal, cada inquérito pode apurar uma ou mais condutas criminosas e envolver múltiplas vítimas e suspeitos, o que significa que o total de crimes investigados pode ser maior do que o número de procedimentos instaurados. No Brasil, a violência sexual contra crianças e adolescentes é classificada como crime hediondo desde 2014, com penas mais rigorosas previstas na legislação. (Fonte: Bahia Notícias)

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