O aumento súbito no preço dos combustíveis repercutiu na Alepe nesta quinta (12). Em pronunciamentos durante a reunião plenária, deputados alertaram para os efeitos da escalada nos preços sobre a inflação. Cobraram, ainda, medidas para apurar a situação e minimizar os efeitos no bolso dos consumidores.
O tema foi trazido pelo deputado Jarbas Filho (MDB/foto). Ele discutiu os impactos, no mercado brasileiro, da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O parlamentar questionou o aumento acelerado da gasolina, que já teria alcançado R$ 7,50 nas bombas.
Jarbas Filho fez um apelo para que os órgãos de defesa do consumidor – especialmente o Procon – intensifiquem a fiscalização sobre o reajuste de preços e investiguem possíveis práticas abusivas. “O consumidor pernambucano tem direito de saber se o aumento tem fundamento real ou se está sendo vítima de especulação. Mais transparência significa mais justiça para quem paga a conta”, declarou.
Lei federal
Ao finalizar seu pronunciamento, o emedebista cobrou do governo federal a implementação da Lei Combustível do Futuro, sancionada em 2024, a fim de diminuir o valor para os consumidores.
Ao comentar o assunto, o deputado Coronel Alberto Feitosa (PL), se disse surpreso com a rapidez em que houve o aumento dos preços dos combustíveis, apontando uma omissão da Petrobras. O parlamentar alertou ainda que outros produtos e serviços devem ter seus valores afetados: “Tem um efeito social enorme. Vai subir o preço da farinha, do feijão, do arroz, da charque, do ovo, pois tudo que se move e se transporta é feito pelo combustível”.
O parlamentar afirmou também que o Governo Lula devia se espelhar na política empregada durante o mandato de Jair Bolsonaro, quando o preço da gasolina subiu em virtude da guerra entre Rússia e Ucrânia e o ex-presidente aprovou no Congresso a diminuição do ICMS sobre os combustíveis.


