Neste artigo, o leitor Carlos Amorim sai em defesa do povo da Venezuela e afirma que o país vem sofrendo um processo de “asfixia econômica, sabotagem política e agressão internacional” engendrado pelos Estados Unidos.
Confiram:
A Venezuela não é o problema. A Venezuela é o alvo. Há anos, o povo venezuelano sofre não por incompetência própria, mas por uma estratégia deliberada de asfixia econômica, sabotagem política e agressão internacional conduzida pelo imperialismo norte-americano e seus aliados. Sanções ilegais, bloqueios financeiros e campanhas de desinformação foram impostas não contra um governo apenas, mas contra uma nação inteira.
Defender a Venezuela hoje é defender o direito dos povos à autodeterminação. O governo de Nicolás Maduro é o governo legítimo da Venezuela, eleito dentro das regras constitucionais do país. Questionar essa legitimidade não passa de um discurso conveniente para justificar intervenções externas, algo que a América Latina conhece bem desde o século XX.
Sempre que um país ousa controlar suas próprias riquezas, surge o mesmo roteiro: acusações seletivas, demonização do líder eleito e, por fim, a ameaça de intervenção “humanitária”.
Não nos enganemos: o real interesse nunca foi democracia. O interesse dos Estados Unidos na Venezuela tem nome, sobrenome e preço no mercado internacional: petróleo, ouro, gás, coltan e outras riquezas naturais estratégicas. A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e um subsolo que desperta a cobiça das grandes potências. É isso que está em jogo e não os direitos humanos, não a liberdade do povo venezuelano.
O sequestro político, a tentativa de isolamento internacional e as ameaças de invasão fazem parte de um projeto maior: retomar o controle colonial dos recursos naturais da América Latina.
E quem acha que isso termina na Venezuela está cometendo um erro grave. A história mostra que a invasão de um país latino-americano nunca é um evento isolado. Se a Venezuela cair, abre-se um precedente perigoso. O próximo passo pode ser qualquer nação que detenha riquezas estratégicas e ousadia política, inclusive o Brasil, dono da Amazônia, do pré-sal, da água doce e de uma biodiversidade incomparável.
Não é teoria da conspiração. É história. O que ocorre hoje na Venezuela é um teste de força. Um laboratório de submissão. Se o imperialismo vencer ali, sentirá legitimidade para avançar sobre outros territórios sob o mesmo discurso cínico de “salvação” e “democracia”, enquanto saqueia recursos e impõe governos alinhados aos seus interesses.
Por isso, repudiamos de forma total e inequívoca o imperialismo norte americano e toda tentativa de intervenção, invasão ou sequestro de lideranças políticas eleitas. A soberania de um povo não se negocia. Não se bombardeia. Não se sanciona.
Defender o governo legítimo de Nicolás Maduro é, acima de tudo, defender o povo venezuelano, seu direito de decidir seus próprios caminhos e de controlar suas próprias riquezas. É também defender a soberania do Brasil, da América Latina e de todos os povos que resistem à lógica do saque e da dominação. A Venezuela não está sozinha. A América Latina não está à venda.
Carlos Amorim/Leitor



O cara falar que maduro era legítimo ou e desinformado ou e idiota
Finalmente um texto lúcido! Parabéns!
A história revela o quão cruel são as invazões estadunidenses. Todos os países saíram muito piores que antes.
Único direito do maduro é que se existe lei de verdade, no mínimo ele deveria pega pena de morte 👍
Primeiro gostaria de citar 2 condições fundamentais ao ser humano: SAUDE E LIBERDADE de ir e vir, decidir o próprio futuro, o que uma Ditadura Comunista retira do cidadão. Em um regime COMUNISTA o povo é escravo do ditador ou partido comunista, vivem de esmolas, como na China. Ditadores só deixam o poder presos ou mortos, Líbia, Iraque, Panamá, agora Maduro e outros. EUA eliminou os ditadores e entregou os países ao seu próprio povo. Comunistas costumam criticar os EUA, porque é um pais que deu certo, maior democracia do planeta. Porque será que pessoas do planeta inteiro tentam entrar nos EUA, muitos ilegalmente? Não vejo ninguém tentando entrar, invadir China, Cuba, Coréia do norte, Rússia. Os ditos “socialistas” do regime militar, Gil, Caetano, foram para Paris, Londres (exilados), porque não foram para Cuba, China? Imprensa suja fala em Petróleo, para distorcer o real motivo da prisão de Maduro, EUA é um pais rico e independente. EUA visam a democracia para povo, já a Rússia “Comunista”, o ditador Putin quer tomar o território da Ucrânia Democrática.