Liderando os números para o Governo da Bahia em 2026, ACM Neto (UB) demonstrou serenidade em relação ao atual cenário pré-eleitoral no que se refere a pesquisas eleitorais. Em recente visita a Juazeiro, no último dia 30/01, ele comentou sobre o assunto em coletiva de imprensa num hotel da área central da cidade. Primeiro, disse que os levantamentos “erram para os dois lados”. Depois, lembrou que quase foi vítima em 2012, quando venceu para prefeito de Salvador quando as pesquisas indicavam o contrário.
O detalhe, no entanto, é que desde 2006, os institutos erraram fragorosamente ao analisarem a sucessão estadual baiana. Naquele ano, o então candidato era Jacques Wagner (PT), que concorria pela oposição contra o governista Paulo Souto, do antigo PFL. Wagner, que aparecia em desvantagem nas pesquisas, não só venceu como encerrou a disputa no primeiro turno.
De lá até 2022, os petistas passaram a ser governo no Estado e os números sempre apontavam vitórias relativamente tranquilas da oposição – inclusive a de quatro anos atrás, quando Neto disputou contra o então candidato governista Jerônimo Rodrigues (PT) e foi derrotado. Neto lembrou que, há quatro anos, os números na pesquisa espontânea, próximo às eleições, lhe eram favoráveis. “Os que erraram foram na estimulada”, afirmou. Mas o pré-candidato do União Brasil ressaltou que há um detalhe diferente neste ano em relação às pesquisas.
“Tem um dado, este sim, inédito. Na Bahia, todo candidato à reeleição sempre liderou as pesquisas. Paulo Souto em 2006 perdeu a eleição, mas liderava as pesquisas; Jaques Wagner em 2010 e Rui Costa em 2018. Essas foram as três eleições onde houve candidato a governador disputando a reeleição. Em todas as três, eles lideravam as pesquisas. Pela primeira vez na Bahia, um governador que poder ser candidato à reeleição não lidera as pesquisas”, revelou.
Sentimento de mudança
Neto ainda destacou o fato de, em 2022, Jerônimo não ser conhecido da população baiana, o que o ajudou na sua vitória. No entanto, o pré-candidato oposicionista disse que o governador se preocupou apenas “em fazer política 24 horas” em seu mandato e esqueceu de governar o Estado. “Os números das pesquisas hoje são muito mais reais do que em 2022, quando Jerônimo era um desconhecido”, argumentou Neto.
Complementando a justificativa do seu aliado, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, que veio com a comitiva a Juazeiro, afirmou que o sentimento de mudança do povo baiano está em toda parte do Estado. “Há um dado nas pesquisas que não tínhamos nas outras eleições. Qualquer pesquisa que se faça, de qualquer instituto, mostra que mais de 60% da população quer mudança, até nos institutos contratados por eles (governo)”, pontuou.


