O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, reafirmou o papel estratégico do campo conservador para as eleições majoritárias do Estado. Em entrevista à Rádio Jornal, o dirigente liberal transferiu à governadora Raquel Lyra (PSD) a responsabilidade de decidir sobre a composição da chapa, argumentando que a força da direita é o diferencial necessário para derrotar o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Para Anderson, a viabilidade da reeleição da governadora passa, necessariamente, pelo reconhecimento do capital político do seu grupo. O pré-candidato ao Senado sustenta que a união com o PL oferece a musculatura eleitoral necessária para o embate contra a esquerda.
Ele enfatiza que a direita possui um tamanho consolidado e que “não será diferente” nesta eleição. O presidente estadual do PL lembrou que o apoio dos votos conservadores foi decisivo para a vitória de Raquel Lyra contra Marília Arraes no segundo turno da última eleição estadual.
Apesar de se colocar à disposição para o projeto governista, Anderson pontuou que o PL tem condições de disputar o Senado de forma isolada, caso não haja convergência na chapa majoritária.
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A movimentação de Anderson ocorre em um momento de acomodações no Palácio do Campo das Princesas. Recentemente, a governadora atraiu o ex-prefeito Miguel Coelho (UB) para sua base e buscou equilibrar o espectro político com a filiação do deputado Túlio Gadêlha ao PSD, buscando uma aproximação com o eleitorado lulista.
No entanto, o presidente do PL demonstrou ceticismo quanto às definições atuais da chapa, classificando a movimentação de outros nomes como “ansiedade”. “Acho interessante que se colocam como pré-candidatos e a governadora não chancelou nenhum nome até agora. Aí fica aquele desespero“, provocou Ferreira.


