Não poderia ser diferente a última noite do Carnaval 2026 de Juazeiro (BA) no Circuito Ivete Sangalo, ontem (1). Atração surpresa do evento, Carlinhos Brown levou o público ao delírio. O artista destacou a importância da festa, afirmando que uma terra que revelou o “rei” João Gilberto e, depois, a “rainha” Ivete Sangalo, só poderia mesmo abrir os trabalhos do Carnaval.
Outro momento de pura vibração foi a passagem de Igor Kannario, que arrastou multidões pela Avenida Adolfo Viana. No trio, o cantor declarou seu amor por Juazeiro, ressaltando o carinho especial que tem pela cidade e pelo povo juazeirense, reforçando a forte conexão construída ao longo dos anos com o público local.
Entre os foliões, a advogada Raiale Santos curtiu todos os dias de festa no circuito e não economizou elogios. “Foram os melhores dias do ano. Muita alegria, muita organização e uma felicidade sem tamanho”, afirmou, traduzindo o sentimento de quem viveu intensamente cada momento do Carnaval de Juazeiro.
A programação do domingo começou com a força dos blocos tradicionais, como o Cabaré das Ilusões, e seguiu com apresentações vibrantes, a exemplo da cantora Fabiana Santiago, que animou os foliões. Foram quatro dias de pura alegria, diversidade cultural e celebração popular, consolidando o Circuito Ivete Sangalo como um dos grandes palcos da folia.

Foto: Ascom PMJ/divulgação
No Circuito Luiz Galvão, Orla II da cidade, quem comandou a alegria foram Edson Gomes e o ‘rei do piseiro’, João Gomes – que apesar dos sobrenomes parecidos, não são parentes e têm estilos musicais bem distintos.
Antes deles, nomes como Gabriel Fidelis, Banda Lyra, Maguila e Breno Casa Grande passaram pelo palco levando diversidade e alegria e energia em diferentes ritmos. Cada apresentação foi um convite à dança, à alegria, aos sorrisos e encontros de amigos.
Considerado o maior nome da história do reggae brasileiro, Edson Gomes subiu ao palco ovacionado. Não era apenas um show: era um ato coletivo de reconhecimento. Edson dá às suas músicas um caráter de conscientização, falando de desigualdade social, violência, injustiça, abuso de poder e da dura realidade brasileira, mas sem jamais perder a esperança. A Orla virou um coral a céu aberto. O artista, como de costume, quase não precisou cantar sozinho. Seus backing vocals estavam espalhados por toda a orla, inúmeras vozes que sabiam cada letra, cada refrão.
“Eu já vi Edson Gomes outras vezes, mas sempre que ele está por perto, eu faço questão de assistir. Ele canta diretamente pra a gente, fala da nossa realidade, ele é muito inteligente, foi muito bom esse momento aqui”, declarou Diego Medeiros, que veio de Santa Maria (PE) para a festa.

Foto: Ascom PMJ/divulgação
João Gomes
Com sua voz e jeito de cantar inconfundíveis, João Gomes também esbanjou humildade, carisma e presença, transformando a despedida do carnaval em celebração. Cantou, brincou e fez o público cantar junto, provando que a nova geração da música nordestina carrega a mesma força de quem veio antes.
Para o secretário de Cultura, Turismo e Esportes, Targino Gondim, a folia de Juazeiro recoloca a cidade no mapa dos grandes destinos nacionais e internacionais. “Passaram pelos trios e palcos atrações de peso, em uma festa tranquila, diversificada e que projetou mais uma vez Juazeiro para o mundo”, destacou. O Carnaval é realizado pela prefeitura, por meio da Seculte, em parceria com o Governo da Bahia, através da Sufotur e da Setur, com apoio do Governo Federal/Ministério do Turismo.


