Iniciado no município de Chorrochó, Norte da Bahia, o Projeto ‘Água para Produção’ está construindo 25 cisternas tipo calçadão na comunidade de Poldinho. Ao todo, a iniciativa vai beneficiar 195 famílias, contemplando também os municípios de Abaré e Macururé, na mesma região. A ação é financiada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com execução da Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS).
Para os três municípios, o projeto prevê a implantação de 75 cisternas calçadão, com capacidade de armazenar até 52 mil litros de água cada, além de 120 barreiros, distribuídos igualmente, sendo 40 por município. As estruturas ampliam a capacidade de captação e armazenamento de água da chuva, fortalecendo a produção de alimentos e a criação de pequenos animais.
Em Chorrochó, antes do início das obras, pedreiros da comunidade de Poldinho participaram de uma capacitação voltada à construção das tecnologias sociais, habilitando trabalhadores do próprio território, gerando renda e formando mão de obra qualificada para atuar na região. O projeto também prevê a capacitação das famílias beneficiadas para o gerenciamento dos recursos hídricos, fortalecendo o uso consciente e sustentável da água.
“Esse é um projeto de implementação de tecnologia social de segunda água nos municípios do sertão, uma área muito estratégica. É uma ação que dialoga diretamente com o tema da convivência com o semiárido, numa região que está passando por um aspecto avançado de aridez, permitindo captar e armazenar a água das chuvas para usar durante o ano todo”, destaca a presidente da ARCAS, Adriana Silva Sá.
Sonho realizado
Já para Maria Luzia Dias da Mota, agricultora e moradora de Chorrochó, a chegada da cisterna representa a realização de um sonho e a esperança de fortalecer a produção da família. “Eu agradeço a Deus por hoje estar com a minha cisterna. Estou esperando chover para fazer a minha horta, para o consumo dos animais e tudo o que eu precisar. Eu estou muito feliz, porque eu queria muito ter a minha cisterna e hoje ela está aqui”, afirma.


