Em virtude das dúvidas sobre a suspeita de tuberculose bovina no rebanho da Embrapa Semiárido, em Petrolina, a empresa esclareceu que foram identificados animais com sinais clínicos sugestivos da doença e apresentou as medidas de controle e prevenção adotadas.
Entre as ações está o abate de animais com tuberculose bovina confirmada, conforme as orientações do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com acompanhamento da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro-PE).
Acompanhamento da saúde dos empregados
Como parte das medidas de proteção à saúde dos trabalhadores, foram realizados testes de prova tuberculínica (PPD) nos empregados do Campo Experimental da Caatinga que mantêm contato direto ou indireto com o rebanho. Os funcionários com resultado positivo foram submetidos a radiografias de tórax e seguem em acompanhamento pela equipe de saúde da empresa. Segundo a Embrapa, até o momento, nenhum empregado recebeu diagnóstico de tuberculose ativa.
A instituição explica que um resultado positivo no teste PPD, isoladamente, não significa que a pessoa tenha a doença. O resultado indica uma resposta imunológica que precisa ser interpretada em conjunto com o histórico de saúde, a avaliação médica e, quando necessário, outros exames complementares.
Além dos testes, todos os trabalhadores passaram por avaliação médica e participaram de uma atividade de educação em saúde sobre o tema. A empresa aguarda orientações dos órgãos municipais e estaduais de saúde para definir os próximos encaminhamentos. A equipe médica permanece à disposição dos empregados para prestar esclarecimentos e realizar avaliações.
Medidas de biossegurança
Entre os procedimentos adotados estão o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante o manejo dos animais, a higienização, o descarte adequado de materiais e a restrição de acesso às áreas envolvidas.
Também foram implantadas barreiras sanitárias, como pedilúvios e rodolúvios, para reduzir o risco de disseminação de agentes infecciosos. Segundo a Embrapa, as medidas buscam proteger os trabalhadores, a comunidade e os animais utilizados nas pesquisas, seguindo critérios técnicos de biossegurança.


