MPPE obtém preventiva de 6 suspeitos de integrar organização estelionatária no NE

por Antonio Carlos Miranda // 20 de outubro de 2026 às 17:31

Foto: Ascom MPPE/divulgação

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio do promotor de Justiça Leon Klinsman Farias Ferreira, obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de seis integrantes de uma organização criminosa interestadual especializada em estelionato qualificado. A decisão foi proferida pela Vara Única da Comarca de Verdejante, após o acolhimento integral da denúncia apresentada pelo órgão ministerial.

As apurações policiais evidenciaram a periculosidade do bando, destacando tratar-se de um grupo estruturado, cujos membros ostentam extensa ficha criminal e atuação sistemática em golpes patrimoniais em diversos estados do Nordeste.

Segundo o apurado nas investigações e detalhado na denúncia, o grupo possuía organização de indivíduos e nítida divisão de tarefas. A quadrilha executou um golpe contra uma idosa moradora do Sítio Cacimba, na zona rural de Verdejante. Para iludir a vítima e concretizar a fraude, os envolvidos utilizaram identidades falsas, fraude bancária, mediante o pagamento com cheque devolvido por divergência de assinatura, e estrutura própria de transporte.

Maquinário agrícola

A investida criminosa resultou na subtração de um trator agrícola acompanhado de grade de arado, bem avaliado em R$ 25.000,00. Após a consumação do estelionato, os suspeitos evadiram-se do local transportando o maquinário para o estado da Paraíba. Foram denunciados e tiveram as ordens de prisão expedidas os acusados Manoel Nicácio de Oliveira, Ronaldo de Sousa Oliveira, Edson Barbosa Ferreira, Anderson Elenilson Nicácio de Melo, Jean Rodrigues Ferreira e Jhonata Lopes Paulino. Todos respondem pelas imputações de estelionato qualificado e integração em organização criminosa.

A decretação das prisões preventivas teve como fundamentos a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a asseguração da aplicação da lei penal. De acordo com o promotor de Justiça Leon Klinsman Farias Ferreira, a medida judicial foi decisiva para desarticular o grupo, cessar a reiteração delitiva e evitar novos prejuízos à sociedade.

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