Eleições deixam saldo desastroso para representatividade de Petrolina

por Antonio Carlos Miranda // 05 de outubro de 2026 às 07:11

Foto: divulgação

Não poderia ser mais desastroso para Petrolina o resultado das eleições desse domingo (4), em relação à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de Pernambuco. O terceiro maior município do Estado terá apenas dois representantes nas respectivas Casas.

Na Câmara Federal, Fernando Filho (UB) assegurou a renovação do mandato ao conquistar 124.147 votos. Por sua vez, Lucas Ramos (PSB) – que também tentava a reeleição – ficou pelo caminho. O socialista obteve 71.964 votos e ficou na suplência do seu partido.

A grande decepção é Miguel Coelho (UB), irmão de Fernando Filho. Com dois mandatos de prefeito aprovados pela maioria esmagadora dos petrolinenses, ele não conseguiu uma vaga na Câmara Federal como era esperado, obtendo 102.595 votos. Mas ainda é possível que Miguel possa deixar a suplência e assumir a cadeira. Vai depender, claro, da articulação que a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) possa fazer, trazendo para sua equipe algum aliado eleito, o que abriria o caminho para o ex-prefeito de Petrolina.

Na Alepe o resultado não foi diferente. Apenas Antonio Coelho (UB), irmão dos outros dois, garantiu a renovação do seu mandato. Ele alcançou 72.372 votos. É pouco para um município que, não muito distante, ostentava uma bancada forte na Câmara e na Assembleia. Os tempos mudaram. E, no caso de Petrolina, para muito pior.

Eleições deixam saldo desastroso para representatividade de Petrolina

  1. Sempre alerta disse:

    O galeguinho arrogante nem senador nem deputado, será rebaixado candidato a prefeito

  2. Sempre Atento disse:

    Sinal que muitos pretrolinense não esqueceram dos desvios das emendas para Petrolina, melhor não ter ninguém para representar Petrolina do que ter corruptos desviando o dinheiro da sociedade para seu bem próprio.

  3. Antônio Marreco disse:

    Toda eleição deixa lições. No específico de Petrolina, a grande lição que o povo aplicou foi ao Miguel Coelho. Se comportou com muita arrogância. Primeiro querendo a todo custo uma vaga para senador, ora do lado do João, ora do lado da Raquel. Quando percebeu que não seria aceito em nenhum dos grupos, migrou para uma candidatura de deputado Federal, sabendo que poderia prejudicar seu irmão, o Fernando Filho. Restou que foi rejeitado pelo povo, especialmente o Petrolinense, que lhe negou o mandato de deputado. Esse é o preço que paga quando as ações são marcadas pela falta de coerência.

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