Um protesto nesta quinta-feira (20), em frente à prefeitura municipal, cobrou respostas sobre o processo de seleção dos beneficiários do Residencial Nova Vida III, empreendimento do Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, localizado no bairro João de Deus. O movimento reúne mães e famílias que enfrentam dificuldades para ter acesso à moradia e que afirmam estar preocupadas com a falta de informações, diálogo e transparência sobre o processo de inscrição e seleção dos futuros beneficiários.
Nos últimos dias, algumas famílias chegaram a ocupar unidades ainda em fase de construção do residencial como forma de chamar a atenção das autoridades para a situação. Segundo as manifestantes, a ação não tem como objetivo permanecer nos imóveis, mas provocar uma resposta do poder público e reforçar a necessidade de que o processo de seleção seja acompanhado e fiscalizado.
“Nós estamos ocupando para chamar atenção para que o processo de seleção seja justo e honesto. É um protesto para pedir fiscalização. A gente quer transparência e segurança de que as inscrições e a seleção serão feitas de forma correta. Não estamos dizendo que vamos ficar nas casas. Estamos lutando para que o processo seja honesto e que todas as famílias tenham seus direitos respeitados“, afirmaram.
Para as mães e famílias, a questão vai além da conquista de uma casa. Trata-se do direito à moradia digna e da necessidade de garantir que famílias em situação de vulnerabilidade tenham igualdade de condições, critérios públicos e segurança durante todas as etapas da seleção.
O grupo reforça que não pretende fazer acusações contra pessoas ou instituições sem comprovação. O que as famílias solicitam é informação oficial, fiscalização e transparência, para que não existam dúvidas sobre os critérios utilizados e para que o processo possa ser acompanhado pela sociedade.
Reivindicações
Entre os principais pedidos estão a divulgação clara dos critérios utilizados para seleção dos beneficiários; transparência sobre as etapas e prazos do processo; esclarecimentos sobre a situação das inscrições; fiscalização e acompanhamento do processo pelos órgãos competentes; abertura de um canal efetivo de diálogo com as famílias; garantia de que os critérios previstos no programa sejam respeitados; e atenção especial às famílias em situação de vulnerabilidade, incluindo mães atípicas e pessoas que enfrentam dificuldades sociais e habitacionais.
As manifestantes fazem um apelo à Prefeitura de Petrolina e aos órgãos responsáveis pelo programa para que recebam as famílias, escutem suas reivindicações e apresentem respostas oficiais. “A gente não quer privilégio. A gente quer justiça. Queremos saber como o processo está acontecendo, quais são os critérios e ter a certeza de que todas as famílias serão tratadas com respeito e igualdade. O nosso pedido é que haja fiscalização e transparência“, desabafou uma delas.
O movimento também pede que a situação seja acompanhada pela imprensa, pelos órgãos de controle e pela sociedade civil, justamente para que o processo ocorra de maneira pública, responsável e segura para todas as famílias envolvidas. As mães ressaltam que o protesto é uma manifestação por moradia, dignidade, respeito e transparência, e esperam que o poder público estabeleça um diálogo direto com as famílias e apresente os esclarecimentos necessários.
Fim de prazo
Ontem (19), a prefeitura alertou para o fim do prazo de inscrições para a seleção do Nova Vida III. Até o momento, a gestão municipal não se pronunciou sobre o protesto desta quinta-feira.


