Miguel Coelho, a chapa de Raquel Lyra e os governistas na Câmara de Petrolina

por Antonio Carlos Miranda // 04 de agosto de 2026 às 07:32

Foto: YouTube CMP/reprodução

A grande expectativa acerca do retorno dos trabalhos plenários na Câmara de Petrolina tem, inevitavelmente, um caráter político. Após o ex-prefeito Miguel Coelho (UB) ser alijado do processo de composição da chapa majoritária encabeçada pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, todo mundo quer saber qual será o comportamento da base governista na Casa Plínio Amorim a partir de agora.

Miguel passou quase os últimos três anos fazendo oposição à gestora, após apoiá-la no segundo turno em 2022. Mas acabou se reaproximando de Raquel e buscava uma indicação ao Senado. Não conseguiu.

Na Câmara Municipal, os discursos dos vereadores – antes bastante contundentes enquanto o ex-prefeito era opositor da governadora – mudaram de tom. Teve aliado de Miguel na Casa dizendo, inclusive, que Raquel não teria apenas o ‘soldado’ Ronaldo Silva (PSDB), aliado de primeira hora da gestora, mas “um batalhão”.

Após Miguel ter sido obrigado a abrir mão do objetivo de concorrer ao Senado, a pergunta que não quer calar é: qual será a postura da base aliada? Uma amostra já foi dada por Maria Elena (UB), aliada histórica dos Bezerra Coelho. Em suas redes sociais ela desabafou ao chamar de “descaso histórico com o Interior, em benefício do Litoral” a confirmação de Eduardo da Fonte (PP) para compor a chapa ao Senado, juntamente com Túlio Gadêlha (PSD). É possível que novas manifestações nesse tom também sejam feitas por outros vereadores governistas. É aguardar.

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